BTG (BPAC11): BR Distribuidora (BRDT3) escolheu o melhor modelo para joint venture com LAME4

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: BR Divulgação

O modelo de joint venture escolhido entre a BR Distribuidora (BRDT3) e a Lojas Americanas (LAME4) para explorar segmentos de lojas de conveniência é o preferido do BTG Pactual (BPAC11), afirmou o banco em análise nesta sexta-feira (26).

A BR Distribuidora contribuirá com sua subsidiária BR Mania (atualmente operando 1,2 mil lojas) enquanto a Lojas Americanas desembolsará até R$ 305 milhões e 55 de suas lojas locais.

O acordo avalia a nova empresa em R$ 995 milhões, ou 10x EBITDA de 2022 com base nas estimativas do BTG.

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Por muito tempo, o BTG diz que argumentou que o plano da BR Distribuidora de fazer parceria com um especialista em varejo era a melhor maneira de desbloquear o valor de um negócio que nenhum distribuidor de combustível conquistou com sucesso no Brasil.

“Agora o BRDT segue os passos muito elogiados da Raízen. Ao aderir forças com LAME, BRDT será capaz de se beneficiar de uma escala muito mais ampla de LAME e alcance para gerenciar logística, variedade de produtos e compras, ao mesmo tempo aproveitando as oportunidades de varejo de proximidade fora dos postos de gasolina”, afirmam os analistas do BTG.

Valor além do combustível

Mais do que simplesmente olhar para novas oportunidades, o BTG acredita na decisão dos distribuidores de combustível de buscar o crescimento fora do negócio principal de distribuição de combustível, com margens que provavelmente continuarão sob pressão nos próximos anos.

“Nós valorizamos o modelo da BR Mania baseado em franquia a R$ 818 milhões (1,7% do valor de mercado do BRDT considerando 50% participação) e presumimos que a penetração aumentará para 17% das estações totais até 2030”, destaca o BTG.

“Estamos assumindo que a rede de novas lojas chegará a 1,7 mil pontos de vendas em 10 anos e nós chegam a um VPL de R$ 3,4 bilhões para o novo modelo, ou R$ 1,45 por ação de BRDT3”.

Com uma estratégia comercial mais equilibrada e a chegada de um novo CEO, o BTG vê maiores chances de que o BRDT se concentre na construção de um fluxo de receita mais diversificado agora que os frutos mais fáceis da privatização foram capturados.

“Estamos ansiosos para ouvir mais sobre o quanto de crescimento o BRDT pode desfrutar para que possa ser novamente avaliado”, afirmam os analistas.

Assim, a recomendação é neutra para a BR Distribuidora, com preço-alvo de R$ 25.