BTG (BPAC11): Via (VVAR3) tem resultados sólidos no balanço 1º trimestre

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

Apesar dos efeitos do fechamento de lojas no período, a Via Varejo (VVAR3) apresentou um sólido desempenho de receita no 1TRU21, com o e-commerce novamente como principal destaque. A análise é do BTG Pactual (BPAC11).

O GMV online atingiu R$ 5 bilhões (alta de 123% a/a e em linha com o BTG), impulsionado por outro forte desempenho de sua operação 1P, que registrou um crescimento de GMV de 123% a/a.

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Enquanto isso, a operação de marketplace também contribuiu (GMV aumentou 124% a/a), com a empresa alcançando 26 mil vendedores (contra 10 mil no 4T20), oferecendo 24 milhões de SKUs (contra 7 milhões no 4T20).

A Via Varejo também mencionou que as vendas digitais atingiram 56% do GMV total no período (vs. 47% no 4T20), enquanto a empresa conseguiu entregar 42% dos pedidos em 24 horas (e 65% em 48 horas).

Quanto à operação de B&M (varejo físico), o SSS (vendas nas mesmas lojas) caiu 9% a/a no trimestre, com as vendas líquidas crescendo 19% a/a (1% abaixo da projeção).

Como parte da estratégia de otimização do portfólio, a VVAR fechou 51 lojas e inaugurou 14 durante o 1T21, com o objetivo de abrir 120 lojas em 2021.

EBITDA impactado por maiores despesas com TI e marketing

O lucro bruto de Via Varejo atingiu R$ 2,3 bilhões (aumento de 22% a/a e em linha com o BTG), com uma margem bruta de 31,4% (aumento de 70 bps a/a e 50 bps acima da projeção), já que a maior participação das vendas online foi compensada por melhores acordos comerciais e, principalmente, benefícios fiscais.

O EBITDA ajustado ficou em R$ 584 milhões, queda de 6% a/a e 2% acima da estimativa, com a margem EBITDA ajustada caindo para 7,7% (queda de 210 bps a/a).

Apesar do ganho de margem bruta, a companhia sofreu três impactos nas despesas com vendas, gerais e administrativas (+ 260bps em % da receita líquida): (i) maiores investimentos em marketing (em função do crescimento expressivo do canal digital); (ii) desalavancagem operacional no período (com ~ 55% das lojas fechadas em março); e (ii) internalização da equipe de tecnologia após as aquisições do banQi, Asap Log e I9XP desde 2019.

O resultado ajustado de Via Varejo (excluindo incentivos fiscais) atingiu R$ 63 milhões (vs. R$ 13 milhões no 1T20 e R$ 85 milhões nas estimativas do BTG) .

Valuation descontado de Via Varejo

Após o 1TRI21, um re-rating depende da consistência, apesar do valuation descontado, diz o BTG.

Os resultados trimestrais corroboram o bom momento da Via Varejo no início de 2021 (embora a empresa, como outros players de e-commerce, deva enfrentar uma base comparativa mais difícil a partir do 2T21).

Assim, um potencial re-rating de Via Varejo (que é negociado a 0,5x EV/GMV 2021 e 26x P/L 2021, queda de 28% no acumulado do ano) dependerá de uma recuperação no tráfego de pedestres em suas lojas, bem como de novos avanços em novas categorias em sua divisão de marketplace ao longo do ano, o que poderia mitigar o risco de desaceleração nas vendas de e-commerce em segmentos essenciais como eletrônicos e eletrodomésticos”, diz o BTG.

Por fim, a recomendação é de compra até R$ 21.

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