BTG Pactual (BPAC11) vê positivamente as mudanças recentes da Movida (MOVI3)

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Loja da Movida na capital paulista - Crédito - Divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) revisou as estimativas para Movida (MOVI3), com preço-alvo de R$ 25 para R$ 27, nesta segunda-feira (22).

As mudanças ocorrem, conforme relatório feito por analistas do banco, para incorporar os últimos dados operacionais e financeiros da empresa. Além disso, está sendo considerado a contínua escassez de veículos, o que distorce preços de equilíbrio para carros, assim como a incorporação da CS Frotas e atualizações macro e da taxa de desconto.

Ou seja, o ajuste revê as estimativas para 2021E e 2022E da receita líquida em 6% e 27%, Ebitda em 112% e 137% e lucro líquido em 135% e 108%, respectivamente.

O novo preço-alvo utiliza o fluxo de caixa descontado, de R$ 27 (vs. R$ 25 antes), implicando um potencial de 55%. No nível atual, é observado que a Movida está sendo negociada em 7,3x preço/lucro em 2022. O valor é um desconto de 49% sobre a média do setor, justificando a recomendação de compra.

MOVI3: Desempenho sólido de gestão de frotas deve continuar

De acordo com o BTG, a divisão de frota continua com bom desempenho. O programa Movida Zero Km é o principal destaque do segmento, com os aluguéis diários que mais que dobraram na comparação anual durante o terceiro trimestre.

Desta forma, é esperado que a Movida Zero Km continue impulsionando o crescimento da divisão, já que a o mercado de assinatura de automóveis ainda é pouco penetrado. Além disso, a Movida recentemente incorporou a CS Frotas (refletido parcialmente no 3TRI21), o que também deve trazer crescimento para o segmento.

Como mencionado anteriormente, a transação é vista como positiva e altamente sinérgica com a Movida. Assim, há acesso ao lucrativo e crescente mercado de locação de veículos especiais, além de trazer crescimento de curto prazo em um momento de escassez de veículos novos. Quanto ao modelo do BTG, houve aumento das estimativas em 2021 e em 2022 da receita líquida em 76% e 140%, respectivamente.