Dólar: projeção base para janeiro é de R$ 5,60, diz BTG (BPAC11)

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: fia.com.br

O dólar tem uma projeção de janeiro de R$ 5,60 para o cenário base. Um cenário pessimista prevê a moeda norte-americana em R$ 5,40. Já uma projeção pessimista é de R$ 5,90. A avaliação é do BTG Pactual (BPAC11).

Relatório da área de macro & estratégia do banco  avalia que o mês de janeiro terá um quadro desafiador para os países emergentes. Um dos fatores cruciais para esse cenário é o aperto da política monetária norte-americana.

De acordo com o documento, a ata da última reunião do Fomc, em 15 de dezembro, deixou claro para o mercado que os juros nos EUA devem subir mais cedo e mais rápido. “O que nos faz visualizar o início da alta na Fed Funds Rate já na reunião de março, e o ano como um todo com quatro altas na taxa”, detalhou o relatório.

Além disso o comitê iniciou uma discussão sobre o processo de normalização do balanço de ativos do Fed (que cresceu mais de US$ 4 trilhões na pandemia), o chamado run off.

O procedimento trata especialmente do não reinvestimento dos ativos comprados ao longo dos últimos meses e anos. Esta mudança acentuada na política monetária dos EUA contrata um panorama desafiador para o real, segundo o relatório.

BTG (BPAC11): estímulos na China podem retornar

Por outro lado, movimentações recentes do governo chinês o relatório informa que estímulos à atividade econômica podem retornar neste ano. O objetivo é alcançar a meta de crescimento econômico contida no Plano Quinquenal do governo.

Para efeitos práticos, este retorno dos estímulos estatais significa fôlego adicional para o mercado de commodities, o que pode beneficiar fortemente a pauta de exportações do Brasil e, consequentemente, o Real.

Para o Brasil, riscos fiscais

No campo doméstico, o BTG vê dificuldades com relação à temática fiscal. Desta vez, por conta de um reajuste salarial dos servidores federais.

Esta possibilidade configura um problema relevante para as contas públicas devido à indisponibilidade orçamentária do governo para arcar com novas despesas. Além disso, qualquer sinalização na direção contrária à disciplina fiscal pode trazer problemas. Essa questão, de acordo com o banco, será componente importante para definir a volatilidade do Real neste ano.

O final do ano passado foi acompanhado de boa apreciação do Real, movimento que o conduziu para próximo da projeção BTG, de R$ 5,60.

“Nossa visão para a taxa de troca entre o Real e o Dólar no final de 2022 é a mesma. Mas ressaltamos o que escrevemos no último mês, quando apontamos que ‘o encontro dos valores entre o final dos anos definitivamente não significa que não veremos taxas diferentes no ínterim motivadas por movimentos de tomada e aversão ao risco.’”, completa o documento do banco.

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