BTG (BPAC11): Usiminas (USIM5) tem “resultado impressionante” no 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Usiminas

A Usiminas (USIM5) reportou um conjunto de “resultados muito sólidos” no 2TRI21 de acordo com análise do BTG Pactual (BPAC11).

Os dados saíram de forma “amplamente” alinhada com dos analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, que destacaram um “resultado impressionante” e recorde da empresa.

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O EBITDA recorrente foi de R$ 3,53 bilhões (excluindo um ganho fiscal de R$ 1,5 bilhão), 46% maior t/t e amplamente em linha com a projeção do BTG (+ 2% acima), impulsionado por aumentos sequenciais de dois dígitos nos preços do minério de ferro e do aço.

A pequena variação foi impulsionada por embarques domésticos de aço mais fortes (7% acima do BTG) e maior realização dos preços de minério de ferro (+ 4% vs. a estimativa do BTG).

A empresa relatou FCF “impressionante” no trimestre, dizem os analistas, impulsionando seu balanço para uma posição de caixa líquido, que eles consideram notável.

A Usiminas aproveitou esta oportunidade geracional para agressivamente reduzir a alavancagem financeira.

Tem espaço para mais?

O EBITDA ajustado do aço ficou em R$ 2,02 bilhões (+ 1% vs. a estimativa do BTG), que é 60% maior t/t, com margem de 26,1%.

A receita líquida/t da Usiminas foi 28% maior t/t (+ 27% t/t no mercado interno), e 2% à frente do BTG.

“Acreditamos que preços mais altos devem continuar a impactar os resultados nos próximos trimestres, principalmente em um efeito de transição”, diz o BTG.

O custo à vista do aço por tonelada aumentou 21% t/t, devido ao aumento nas compras de placas de terceiros e à inflação dos custos de commodities.

Usiminas tem recorde de altos resultados em todas as áreas

O segmento de mineração renovou seu EBITDA recorde neste trimestre, de R$ 1,5 bilhão (+ 38% t/t), que veio em cerca de 10% acima das estimativas do BTG.

Preços mais altos do minério de ferro (em média US$ 200/t no trimestre, 20% maior t/t) foram o principal impulsionador da melhoria dos resultados, com preços de US$ 182/t (+ 4% vs. o BTGP) e 31% t/t (fechando a lacuna para benchmark).

Os embarques de 2,1Mt ficaram um pouco acima dos números e + 5% t/t (+ 8% a/a). O custo caixa ficou em US$ 17/t, 6% maior t/t, devido a maiores insumos e custos de matéria-prima.

A unidade de processamento de aço também registrou um EBITDA recorde de R$ 310 milhões com margem de 13% (vs. 14% no 1T21), o que é + 45% maior t/t.

Reiteração de compra para Usiminas

“Temos certeza de que a Usiminas pode continuar surpreendendo positivamente o mercado em seu core divisões de aço/minério de ferro, principalmente em ventos favoráveis ​​de preços”, diz o BTG.

Com minério de ferro em US$ 170/t para 2021 e os preços dos aços planos se recuperando globalmente, o BTG acredita que a dinâmica dos lucros também é forte para ignorar.

Nos números revisados, as ações são negociadas a 2,2x EV/EBITDA 22 (a avaliação mais barata na cobertura do BTG), com rendimentos FCF projetados em 25%, que os analistas acreditam estar sendo mal precificadas pelo mercado.

Recomendação de compra até R$ 24.

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