BTG (BPAC11): TRPL (TRPL4) tem custos mais altos no 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

A TRPL (TRPL4) reportou custos mais altos no 2TRI21, diz análise do BTG Pactual (BPAC11).

A empresa registrou EBITDA regulatório ajustado de R$ 666 milhões, 6% abaixo da projeção (R$ 710 milhões) devido a: (i) aumento de 9,1% nas despesas com PMSO, explicado pelos maiores custos de combustível e manutenção e indenizações trabalhistas; e (ii) uma pensão não monetária de R$ 12 milhões nas provisão de fundos.

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Mas o EBITDA regulatório ajustado aumentou 17,9% a/a devido à aquisição da PBTE e a energização de algumas linhas de transmissão nos últimos 12 meses.

Após um resultado de equivalência patrimonial e despesas financeiras maiores do que o esperado, a TRPL entregou lucro líquido ajustado de R$ 270 milhões (vs. expectativa de R$ 395 milhões do BTG).

Dividendos mais fortes à frente?

Em maio, a TRPL emitiu R$ 1,2 bilhão em notas promissórias comerciais, aumentando sua dívida líquida para R$ 5,3 bilhões em jun/20 (vs. R$ 4,2 bilhões em mar/21 e R$ 2,3 bilhões em dez/20).

No entanto, a alavancagem permanece sob controle em 1,87x dívida líquida/EBITDA.

Devido ao reperfilamento da RBSE pela Aneel, sua RAP correspondente será menor até 2023, mas maior logo à frente.

No entanto, o BTG vê espaço para pagamentos de dividendos extraordinários da TRPL, considerando a forte geração de fluxo de caixa da empresa e a reforma tributária em curso.

Em julho, a empresa anunciou R$ 331 milhões em dividendos (R$ 0,502), traduzindo-se em um dividendo de 2%.

Recomendação neutra para TRPL

O BTG vê o TRPL sendo negociado a uma taxa interna real implícita de 6,9%, razão pela qual ao analistas preferem a Alupar  (8,5%) no segmento de transmissão.

Por fim, o preço-alvo é de R$ 26.

 

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