BTG (BPAC11): Santos Brasil (STBP3) tem 2TRI21 em linha com projeções

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução/ Santos Brasil

A Santos Brasil (STBP3) reportou um 2TRI21 em linha com as projeções dos analistas do BTG Pactual (BPAC11).

Mais precisamente, a receita líquida foi de R$ 380 milhões (+ 69% a/a; 13% abaixo do BTG), com perda decorrendo principalmente de tarifas menores do que o esperado.

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Enquanto isso, o EBITDA (IFRS) totalizou R$ 148 milhões (+ 250% a/a).

Os números tiveram um leve aumento de R$ 0,7 milhão por efeitos extraordinários: (i) + R$ 0,5 milhão com aluguel de guindaste móvel portuário para outro porto operadora no Porto de Vila do Conde, e (ii) + R$ 0,2 milhão de recuperação de INSS e vendas de equipamentos.

Excluindo esses itens não recorrentes, o EBITDA ajustado foi R$ 147 milhões (+ 252% a/a, em linha conosco).

Por fim, o lucro líquido contábil foi de R$ 60 milhões (vs. prejuízo de R$ 9 milhões no ano passado, 6% acima do BTG e bem acima dos R $ 40 milhões do consenso).

Santos Brasil tem forte desempenho operacional

A receita líquida aumentou 69% a/a, principalmente impulsionada por um forte desempenho operacional.

Houve 31% de crescimento anual em volumes de terminais portuários, atingindo um recorde de 337 mil unidades (graças ao crescimento em importações, retomada da atividade industrial e resiliência das exportações). Os volumes do Tecon Santos aumentaram 34% a/a, enquanto o Tecon Vila do Conde e os volumes de Imbituba aumentaram 13% a/a.

A empresa registrou ainda 53% de crescimento de receita anual em armazenamento operações (+ 49% a/a em terminais portuários e + 62% a/ a em logística). E os volume em terminais de veículos alcançaram 55 mil unidades no trimestre, em comparação com 14 mil no ano passado (47 mil em exportações vs. 14 mil no ano passado; 7 mil nas importações vs. 0.3 mil no ano passado).

Capex aumentou para R$ 60 milhões

O investimento bruto da Santos Brasil aumentou para R$ 60 milhões (de R$ 47 milhões no ano passado e R$ 36 milhões no 1T21), a maior parte foi destinada para a ampliação, aprofundamento e reforço do cais do Tecon Santos, além de sistemas de automação e estruturas administrativas.

A empresa afirmou que a ampliação do cais do terminal de veículos do Tecon Santos está em fase final e deverá ser concluído no 4T21. Em termos de alavancagem, a companhia encerrou o 2T21 com -2,7x dívida líquida/EBITDA (vs. -4,1x no último trimestre), ainda uma posição altamente confortável, devido a oferta de ações de 2020 de R$ 790 milhões.

A Santos Brasil mencionou que irá progressivamente reduzir sua posição de caixa à medida que implementa sua estratégia de crescimento, incluindo oportunidades de aquisições e novos contratos de arrendamento para ativos portuários como a sua participação em leilões de terminais de granéis líquidos no Porto de Itaqui no Maranhão durante a Infraweek.

O momento positivo de curto prazo continua

O desempenho positivo da Santos Brasil, especialmente o aumento do guidance, reforça a tese do BTG de forte momento da indústria no curto prazo, que deve ser reforçado ainda mais pela reabertura econômica no mercado global.

“Esperamos que as perspectivas de curto prazo para a indústria portuária permaneçam sólidas ao longo do ano graças à recuperação do comércio nos principais mercados. Nós mantemos nossa compra no nome, com base (i) no melhor ambiente regulatório da indústria portuária, (ii) dinâmica competitiva favorável no Porto de Santos, o que levou a um sólido reajuste tarifário, (iii) melhor sentimento do mercado, levando a revisões para cima nos lucros, e (iv) TIR de 7,3% (termos reais)”, dizem os analistas do BTG.

O preço teto é de R$ 11.

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