BTG (BPAC11) reitera recomendação de compra para CCR (CCRO3)

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A CCR informou ontem (30) a assinatura de um acordo de aditivo ao Contrato de concessão da ViaMobilidade. O acordo acontece uma semana depois que a CCR anunciar um acordo de rebalanceamento para ViaQuatro, que estabeleceu as condições de ressarcimento com o estado governo de São Paulo sobre antigas responsabilidades relacionadas à Linha 4 do sistema urbano de São Paulo Sistema de trem.

O BTG acredita que ambos os eventos ajudaram a diminuir o risco do ambiente regulatório, reequilibrando as discussões no estado de SP, o que é uma mensagem particularmente positiva antes de leilão das linhas 8 e 9 do metrô de São Paulo, com previsão de realização neste mês de abril (e no qual a CCR deverá participar).

Daqui para frente, o BTG vê dois drivers de valor claros para a CCR. A entrada em novas oportunidades de investimento, bem como a assinatura de antigos acordos de reequilíbrio de passivos com o estado de SP.

Com a esperada retomada do pipeline de leilões de infraestrutura este ano, junto com o anúncio de reequilíbrio, investidores devem ganhar confiança gradativamente nas duas frentes à medida que o ano avança.

Dessa forma, o BTG reitera recomendação de compra para CCR, com preço-alvo de R$ 18,00.

Novo acordo na ViaMobilidade; pequeno mas positivo

A assinatura de um acordo de aditivo ao Contrato de concessão da ViaMobilidade, permite a CCR realizar estudos e fazer futuras investimentos para implantação da ampliação das Linhas 5 (Lilás) e 17 (Ouro) de São Sistema de trem público de Paulo.

As condições dos investimentos serão acordadas com o poder concedente em aditivo específico, incluindo o econômico e condições financeiras para o reequilíbrio da concessão.

O fluxo de notícias locais recentes apontou que o governo do estado de SP planeja expandir a Linha 5 até o Jardim Ângela em centro de SP. O projeto, já citado em aparições públicas pelo governador, inclui 4,3 km adicionais de ferrovia e duas novas estações.

O BTG acredita que o investimento adicional será reequilibrado por meio de um aumento no período de concessão para ViaMobilidade (em linha com outros acordos de rebalanceamento de concessão no estado).

O novo acordo reflete a parceria de longo prazo da CCR com o governo do estado de São Paulo, depois de já ter se tornado uma potência em mobilidade urbana na cidade de SP.

Embora represente uma pequena parte do portfólio da CCR (mobilidade urbana é de cerca de 11% das rotações brutas da CCR, ex-construção), o banco espera que a CCR alavanque o mais forte posicionamento na região para continuar a dominar o pipeline de projetos esperado para ser leiloada no estado.

ViaMobilidade – representa 3% das receitas brutas da CCR

A Becobilidade opera as Linhas 5 e 17 do sistema ferroviário público de São Paulo e foi conquistada pela CCR em leilão público realizado no início de 2018.

Na época, a empresa de infraestrutura superou o lance da CS Brasil, braço de serviços públicos do Grupo Simpar.

O lance da CCR foi de R$ 553,9 milhões (185% da tarifa mínima), além do capex estimado de R $ 555 milhões (valores 2018).

De acordo com a orientação da CCR divulgada no último trimestre, o investimento previsto para este ano é de R $ 77 milhões.

A concessão dura 20 anos, mas provavelmente será prorrogado se a CCR receber uma dispensa para investimentos adicionais nas linhas.

As receitas brutas da ViaMobilidade totalizaram R$ 323 milhões no ano passado ( aproximadamente 3% do total da receita bruta da CCR), uma redução de 17% na comparação anual.

De acordo com o BTG, a queda foi principalmente em função dos volumes reduzidos de PAX decorrentes
da pandemia (o volume do Q4 PAX ainda era 41% menor a / a). Faz parte da rede urbana da CCR operações de mobilidade, que inclui também ViaQuatro (SP), Metrô Bahia (BA) e VLT (RJ).