BTG (BPAC11) reitera compra de Santos Brasil (STBP3) e Cyrela (CYRE3)

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Reprodução/ Santos Brasil

Em relatório divulgado nesta terça-feira (19) o BTG Pactual (BPAC11) reiterou a compra da Santos Brasil (STBP3) e da Cyrela (CYRE3).

O viés positivo para a Santos Brasil leva em conta a operação temporária de um pequeno terminal portuário no cais de Saboó. Ele se localiza na margem direita do Porto de Santos.

A oferta final da Santos Brasil foi considerada a mais vantajosa para o Porto de Santos. E, portanto, a melhor classificada.

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A exploração é transitória, pelo prazo de 180 dias. A companhia movimentará contêineres vazios, além de cargas geral e de projetos. Com isso, reforça sua presença no Porto de Santos e a ampliação dos serviços ofertados à sua base atual e potencial de clientes na margem direita do porto. Na região, a empresa já opera uma área de 42.000 m², também no cais do Saboó.

“Em nossa opinião, essas licenças temporárias estão entre as mudanças positivas trazidas pela nova gestão da SPA (antiga CODESP). Com elas, acreditamos estarem sendo lançadas as bases para a privatização do Porto no próximo ano, de acordo com os planos do governo”, disse o BTG.

Em 2019, a Santos Brasil conquistou a licença temporária para mais um terminal na região de Saboó, a chamada Área 2, de 42km2, que já foi renovada uma vez.

BTG Pactual (BPAC11) também recomenda Cyrela (CYRE3)

O BTG Pactual reforçou ainda a compra nas ações da Cyrela (CYRE3).

Como base de fundamento, o banco destacou o forte crescimento nos lançamentos e vendas líquidas da construtora.

As vendas líquidas no quarto trimestre de 2020 somaram R$ 1,86 bilhão. O que representa um avanço de 34% na comparação com o mesmo período de 2019.

A maior parte das vendas foram em lançamentos (59%). Seguidos de imóveis em construção (24%) e estoque pronto (17%).

Também no último trimestre, foram lançados 25 empreendimentos, totalizando um volume de R$ 2,87 bilhões. Os números representam uma alta de 106% sobre o mesmo período do ano anterior, com volume de R$ 1,39 bilhão.

O VGV de lançamentos alcançou R$ 5,84 bilhões no ano, sendo maior que o ano de 2019.

“Acreditamos que a Cyrela oferece uma combinação única de forte crescimento (uma vez que continua entregando grandes volumes), bons dividendos à frente (alto rendimento de dividendos de um dígito) e uma avaliação atrativa. Daí nossa classificação de compra”, conclui o BTG.