BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra de players de commodities

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Crédito: CSN/Divulgação

Em relatório, o banco BTG Pactual (BPAC11) escreveu que um novo ano está começando e 2022 pode trazer uma série de mudanças e desafios para a “velha ordem”.

O banco diz que inegavelmente, o ano deve trazer alguns grandes acontecimentos como a normalização da política monetária nos EUA, a potencial recondução de Xi Jinping na China e uma eleição altamente volátil e polarizada no Brasil. Assim, o banco afirma que não se surpreenderia em ver a “vingança da velha economia” neste ambiente, que define como um cenário que favorece o investimento em ações de commodities altamente desvalorizadas, por exemplo, em detrimento das ações de crescimento.

Dessa forma, o BTG defende alocações maiores para commodities recentemente na esteira do: de- rating agressivo em andamento, políticas macro anticíclicas chinesas em vigor, rotação para histórias de múltiplos mais baixos e de duration mais curtas, hedges de dólar (dados os riscos políticos brasileiros) e posições menores (embora subindo ligeiramente).

Ano eleitoral e hedges baratos

Com relação ao ano eleitoral no Brasil em 2022, o BTG destaca o risco de medidas mais populistas (maior risco fiscal e maior depreciação do real) que deve ser monitorado de perto. Assim, o setor oferece um hedge cambial a um preço muito barato. As ações sob sua cobertura estão entre as claras vencedoras do Ibovespa em um cenário de dólar mais forte, e podem desencadear rodadas adicionais de aumento das estimativas de lucros.

Setor de commodities é menos sensível ao crescimento e às taxas de juros

Segundo relatório, boa parte das ações sob a cobertura do BTG está muito menos exposta a um cenário de potencial recessão
no Brasil e taxas de juros mais altas (com a Selic caminhando para 12% ou mais). O setor está, em geral, operando com
balanços patrimoniais muito enxutos e possui um dos menores custos de emissão do país (emissão de dívida de celulose
e Vale de apenas 3-4% em dólares). São, em grande parte, exportadores que sofreriam muito pouco caso o Brasil entre
em uma recessão em 2022.