BTG (BPAC11): Petrobras (PETR4) apresenta dados sólidos, mas estáveis na prévia do 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Agência Brasil

A Petrobras (PETR4) apresentou dados sólidos na prévia dos dados de produção e vendas do segundo trimestre de 2021, segundo relatório divulgado pelo BTG (BPAC11).

O segmento de exploração & produção mais uma vez trouxe alguns dados sólidos, embora mais em linha, com a produção total de petróleo & gás chegando a 2,8mb/d e 1,1% t/t, graças ao aumento de produção dos FPSO (plataforma de produção flutuante) P-68 e P-70.

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O segmento de R&M (Refino, Transporte e Comercialização) registrou vendas mais altas do que o esperado, apesar das taxas de utilização das refinarias mais baixas, apoiadas por importações e possivelmente ajudadas por preços mais promocionais da Petrobras, diz o BTG.

“A menor demanda das refinarias também levou ao aumento das exportações líquidas”, afirmam os analistas.

Expectativa de um EBITDA recorde

A Petrobras deve divulgar seus resultados financeiros completos em 4 de agosto e o BTG espera um trimestre positivo.

“Os preços do petróleo continuaram subindo, e esperamos maior participação da produção de pré-sal (agora em 70% do total, + 1p.p. t/t e 4p.p. a/a) para também conduzir a custos de extração mais baixos t/t”.

Portanto, o BTG espera que a Petrobras registre um EBITDA recorde no trimestre de R$ 55 bilhões, um aumento de 15% t/t.

As oscilações cambiais (o real valorizou 12% t/t) também devem gerar ganhos financeiros não monetários positivos, que, em conjunto, devem significar forte geração de FCF e desalavancagem, diz o BTG.

Neutralidade para Petrobras

Mais do que resultados financeiros, o BTG acredita que a Petrobras é hoje um conto de confiança do investidor na continuidade da estratégia que começou há cinco anos e que culminou na esperança de que a venda de metade de seu parque de refino libertaria a Petrobras da interferência política do preço do combustível como bem como desencadear um fluxo de dividendos mais forte.

“Embora a nova equipe de gestão tenha admitidamente feito pouco para nos fazer questionar sua estratégia, a capacidade de conciliar a necessidade de uma política de preços coerente com pressões políticas em meio a um preço do petróleo persistentemente forte continua a ser fundamental, tornando a Petrobras uma ação com beta baixo em relação ao petróleo”, diz o BTG.

Além disso, à medida que nos aproximamos do ano eleitoral e o tempo para vender todas as refinarias necessárias começa a se esgotar, o ruído político pode até aumentar antes de eventualmente desaparecer, dizem os analistas.

“Também não estamos completamente convencidos de que a política de dividendos a ser desbloqueada pela desalavancagem em curso será preservada por um longo período. Com base puramente no momentum e no valuation, a Petrobras é uma das ações mais baratas que conhecemos, mas a ação continua sendo muito binária, em nossa opinião”, diz o BTG.

Assim, a recomendação é neutra, com preço teto de R$ 36.

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