BTG (BPAC11): Petrobras (PETR3) em breve deve embolsar cerca de US$ 5 bi

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Agência Brasil

Na sexta-feira passada, a Petrobras (PETR3, PETR4) fez dois anúncios importantes. O primeiro é que em breve receberá cerca de US$ 2,94 bilhões do acordo de co-participação recentemente assinado para Campo de Búzios, que se refere a ressarcimento à Petrobras dos investimentos realizados em cerca de 10% na área que a Petrobras não possui de acordo com os resultados dos excedentes do leilão de 2019.

O valor deverá ser pago em dinheiro, sendo acima do valor de US$ 1 bilhão que o BTG estava assumindo para o contrato.

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O segundo anúncio é o de que a venda dos 37,5% restantes da BR Distribuidora agora é iminente, com uma entrada potencial de cerca de R$ 11,5 bilhões com base no preço de fechamento de sexta-feira.

Assim, segundo o BTG, a Petrobras agora está muito mais perto de sua meta de alavancagem bruta.

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Empresa mais enxuta e ágil

O processo de venda da BR Distribuidora está se movendo rápido agora e sugere que é uma indicação muito bem-vinda de que nenhuma mudança abrupta para a estratégia de alocação de capital da Petrobras está em andamento.

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“Desde nosso downgrade, argumentamos que esta é a chave para restaurar a confiança de que a Petrobras continuaria a se mover no sentido de se tornar uma empresa mais enxuta e ágil, e que seu caminho de desalavancagem não estava em risco”, diz o BTG.

Aliado à forte geração de FCF subjacente da Petrobras com base nos preços de mercado atuais, a alavancagem da Petrobras chegará alguns passos mais perto de sua meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões. Com base no primeiro trimestre, os dois anúncios devem significar uma dívida líquida de US$ 52 bilhões, ou US$ 43 bilhões ao final deste ano, o que sugere que a Petrobras poderia desencadear pagamentos de dividendos mais fortes já dentro dos próximos 6-12 meses, supondo que use fluxos de caixa para manter sua posição de caixa bruto no nível do primeiro trimestre ou abaixo de US$ 12 bilhões.

“Acreditamos que os investidores devem agora prestar atenção nas vendas de refinarias, que continuam a ser cruciais para reduzir ‘estruturalmente’ os riscos do caso de investimento, e que acreditamos deve acontecer antes que a cena política volte as suas atenções para as eleições dos próximos anos”, diz o BTG.

Dose de alívio às ações da BR Distribuidora

A oferta da BR Distribuidora, segundo o BTG, deve significar o último capítulo antes que as empresas possam ser consideradas totalmente independentes. Além disso, o tamanho da venda (estimado em cerca de R$ 11,5 bilhões com base no preço das ações da última sexta-feira) provavelmente tem impedido os investidores de comprar totalmente a história de crescimento da BR Distribuidora e reclassificar o potencial.

Para a Petrobras, o BTG concorda que a ação ainda está uma pechincha em 2,7x 2022 EV / EBITDA.

Mas a principal preocupação é que o tempo está mais escasso do que nunca. E se a venda da principais refinarias não forem concluídas a tempo, o risco é que o ruído político durante o próximo ano eleitoral pode ser um obstáculo.

Assim, o BTG permanece neutro à medida que continua a ver um risco-recompensa binário e espera que as ações continuem sendo negociadas a níveis de avaliação descontados.

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