BTG (BPAC11): acionistas minoritários querem melhores termos de fusão da Omega (OMGE3)

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Pxhere

No sábado, a Omega (OMGE3) divulgou um fato relevante informando que recebeu uma carta de um grupo de acionistas que propõe uma nova relação de troca para a fusão entre Omega Geração (Omega G) e Omega Desenvolvimento (Omega D). Segundo relatório do BTG Pactual (BPAC11), este grupo é formada por Compass, Icatu, IP, Larus, Oceana, Truxt, Squadra e Verde, que juntas possuem 28,6% da empresa.

A nova proporção proposta é 2,52 (vs. anterior 2,05), que avalia a Ômega D em R$ 1,60 bilhão, R$ 366 milhões a menos que a proposta anterior da Ômega e cerca de R$ 1,1 bilhão a menos do que o valor original sugerido pela Ômega em 24 de setembro.

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Esses acionistas dizem que os termos de avaliação propostos pela Omega são esticados, subestimando os riscos de desenvolver um pipeline de estágio intermediário e inicial de projetos, e também deixam de levar em consideração que, a fim de desenvolver plenamente estes ativos, a empresa precisará levantar caixa – implicando em maior diluição para os acionistas minoritários.

O BTG avalia a Ômega D em R$ 1,74 bilhão, dos quais R$ 900 milhões compreendem projetos em estágio avançado e R$ 840 milhões em projetos em estágio intermediário.

Matar ou curar

A assembleia de acionistas para votar sobre o assunto está marcada para 28 de outubro e exige o consentimento da maioria dos acionistas minoritários, uma vez que os acionistas controladores irão abster-se de votar.

Os acionistas controladores possuem 37% da Omega G e os minoritários acionistas 63%.

Uma vez que este grupo de acionistas possui quase metade dos votos necessários para aprovar a nova proporção de ações, o BTG espera que sua proposta seja aceita pela Ômega D, ou então corre-se o risco de a fusão desmoronar.

O que vem pela frente?

Se a fusão for rejeitada pelos acionistas minoritários, o BTG espera uma reação negativa do mercado devido (i) ao aumento da percepção de risco relacionado à governança corporativa; e (ii) menos visibilidade sobre o crescimento potencial.

No entanto, se o negócio for aprovado ao gosto dos acionistas, irá remover discussões de risco de partes relacionadas e também deixar a empresa posicionada para capturar as grandes oportunidades no mercado de energia renovável/livre.

A Omega está sendo negociada a uma TIR real implícita de 9,1%, que também em termos de avaliação torna a ação atraente, supondo que o negócio avance, diz o BTG.

Assim, a recomendação é de compra até R$ 44.