BTG (BPAC11): Lojas Americanas (LAME4) tem 1TRI21 fraco, conforme o esperado

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O resultado do primeiro trimestre de 2021 da Lojas Americanas (LAME4) foi fraco, conforme o esperado, disse o BTG Pactual (BPAC11) em relatório nesta sexta-feira (07).

Ainda impactada pela pandemia, com 27% de sua área de lojas fechada no trimestre (43% em março), a Lojas Americanas apresentou queda de 0,8% nas SSS (vendas nas mesmas lojas) – o BTG projetava queda de -3,2%.

Em uma base consolidada (Universo Americanas), o GMV foi de R$ 11 bilhões, aumento de 53% a/a, enquanto o GMV O2O (online to offline) cresceu 90% a/a para R$ 1 bilhão no trimestre (representando 17% das vendas da divisão B&M – varejo físico, crescendo 14,4 p.p. a/a).

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Ebitda da Lojas Americanas em linha com a projeção

A margem bruta da controladora ficou em 36,8%, queda de 120 bps a/a (10 bps acima da estimativa), impactada pela maior demanda por itens essenciais (como HPC e alimentos e bebidas), embora isso tenha sido totalmente compensado por um melhor controle de custos e renegociações de despesas de aluguel, diz o BTG.

Isso levou a um EBITDA de R$ 499 milhões, estável a/a (e 2% acima da expectativa), com uma margem EBITDA de 20,8%, também estável a/a.

O resultado foi um prejuízo líquido de -R$ 163 milhões, em comparação com -R$ 49 milhões no 1T20 e -R$ 146 milhões nas estimativas.

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Apesar da queda de 15% nas despesas financeiras no período em função do caixa líquido após o follow-on de julho do ano passado, e da redução da taxa Selic, o resultado líquido foi impactado pela linha de equivalência patrimonial (referente ao resultado da Ame Digital, da qual detém uma participação de 57%, e da B2W), chegando a -R$ 169 milhões (vs. -R$ 79 milhões no 1T20).

Potencial re-rating após a reestruturação organizacional

Embora a Lojas Americanas tenha reportado um resultado mais fraco esperado no 1T21, ainda impactada pelos efeitos da pandemia, que levou ao fechamento de parte de sua base de lojas e redução do tráfego, o BTG espera que a empresa registre uma recuperação gradual nos próximos meses.

Enquanto isso, a combinação com a B2W anunciada na semana passada, por meio da qual a B2W incorpora os ativos da Lojas Americanas (todas as lojas e 57% de participação na Ame Digital, criando uma plataforma verdadeiramente multicanal), significa que a LAME deve negociar mais perto (após a aprovação do negócio ) de sua investida (Americanas SA), apesar de um potencial desconto de holding, abrindo caminho para um re-rating, daí a classificação de compra.

O preço-alvo é de R$ 38.