BTG (BPAC11): Klabin (KLBN11) tem 2TRI21 em linha com projeções, mas sólido

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Foto: Royalty da klabin desafia BNDESPar

A Klabin (KLBN11) reportou um segundo trimestre de 2021 em linha com as projeções, mas sólido, diz o BTG Pactual (BPAC11).

O EBITDA saiu em R$ 1,79 bilhão, 1% acima da projeção e cresceu 35% a/a. A pequena variação nos números é explicada principalmente por maiores volumes de embalagem no trimestre.

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Operacionalmente, a Klabin está entregando em todas as frentes e tem sido auxiliada pelo próprio ambiente saudável de primeira linha, com preços subindo em todas as suas linhas de produtos.

A alavancagem continua caindo, agora alcançando 3,3x (de 4,2x no 1T21), e deve diminuir ainda mais com o comissionamento do projeto Puma II (para começar em dias).

O FCF no trimestre surpreendeu com quase 21% anualizados (excluindo capex de crescimento), e o ROIC agora aproxima-se de 20%, o que o BTG considera um resultado sólido.

A empresa continua de forma constante entregando. Assim, o banco mantém sua classificação de compra.

Os aumentos de preços continuam fluindo

Os embarques de papel (cartão revestido + kraftliner) ficaram em 265kt (-4% vs. BTGPe), -10% menor a/a (+ 4% t/t): (i) as vendas de kraftliner caíram -21% a/a (-13% t/t), devido ao aumento de transferências internas para a unidade de embalagem, enquanto (ii) cartões revestidos retraíram -4% a/a (+ 15% t/t).

A receita líquida da unidade de papel por tonelada teve um aumento de 10% t/t, e foi 12% mais alta em relação ao ano anterior, à medida que a implementação do aumento de preço continua fluindo através dos resultados.

Na unidade de embalagem, os volumes chegaram a 282kt (+ 1% vs. BTGPe), + 20% a mais a/a (vs. ABPO a + 17% a/a) excluindo vendas da unidade IP recentemente adquirida (~ 64kt).

Os embarques de celulose (HW + SW + Fluff) chegaram a 399kt (em linha), 5% a mais no ano e + 7% t/t. Os preços realizados da celulose subiram 22% t/t (já com alta de 43% a/a), mas ficaram abaixo do esperado (-5% vs. BTGPe), com média de US$ 715/t (HW + SW).

Assim, a recomendação é de compra com preço alvo de R$ 39.

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