BTG (BPAC11): JSL (JSLG11) tem 2TRI21 positivo, com fusões e aquisições dando frutos

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: JSL prevê oferta de ações

Os números do segundo trimestre de 2021 da JSL (JSLG11) corresponderam muito às estimativas do BTG Pactual (BPAC11) em termos de vendas e desempenho operacional recorrente, enquanto o resultado final foi mais forte do que o esperado.

Mais especificamente, o BTG cita em relatório, que a receita líquida foi de R$ 922 milhões (+ 59% a/a; em linha com a projeção) e o EBITDA totalizou R$ 212 milhões (+ 158% a/a).

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O número relatado foi impulsionado por R$ 88 milhões de impactos não recorrentes, dos quais (i) + R$ 127 milhões foram relacionados à recuperação de créditos extemporâneos de PIS/COFINS sobre a base de cálculo do ICMS; (ii) -R$ 27 milhões relacionadas às provisões para pagamentos de honorários dos assessores jurídicos no PIS/COFINS e (iii) -R$ 13 milhões relativos a outros eventos não recorrentes.

O Ebitda ajustado foi de R$ 124 milhões (+ 59% a/a, em linha com a projeção). Por fim, o lucro líquido relatado chegou a R$ 93 milhões (vs. -R$ 16 milhões no ano passado), ajudado principalmente pelos impactos não recorrentes.

Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado foi de R$ 45 milhões (de -R$ 16 milhões no ano passado e acima dos R$ 34 milhões do BTG).

Combinando os números dos últimos 12 meses das cinco empresas adquiridas, a receita líquida teria sido de R$ 4,3 bilhões, o EBITDA reportado de R$ 782 milhões e o lucro líquido R$ 254 milhões.

Divisão de asset lights atingida pela Covid

A divisão de asset lights reportou R$ 535 milhões em receita líquida (+ 55% a/a e estável t/t) devido à integração de TPC e Transmoreno, e apesar do efeito negativo da segunda onda da Covid no setor automotivo.

O EBITDA relatado para a divisão foi de R$ 124 milhões (acima dos R$ 28 milhões do ano passado e + 92% t/t), impactado positivamente por impactos não recorrentes de fusões e aquisições, que mais do que compensaram os custos mais elevados (especialmente combustível).

Na divisão de ativos pesados, a receita líquida foi de R$ 388 milhões (63% a/a e + 9% t/t), refletindo o crescimento orgânico e a consolidação da Fadel e da Rodomeu.

Finalmente, a divisão de ativos pesados ​​reportou EBITDA de R $ 87 milhões (+ 61% a/a e + 38% t/t), também beneficiando de impactos não recorrentes e F&A, mais uma vez mais do que compensando o aumento dos custos.

A JSL também forneceu mais detalhes em sua estratégia inorgânica, sinalizando que até agora adquiriu R$ 1,7 bilhão em receita bruta do ano inteiro, com espaço para agregar mais R$ 3 bilhões até 2025.

Além disso, a empresa destacou que as sinergias opex capturadas com as aquisições foram de 2% da receita bruta em média, representando 10-20% do lucro líquido de cada empresa.

Alavancagem líquida reduzida para 2,7x

A dívida líquida/EBITDA da JSL encerrou o segundo trimestre em 2,7x (vs. 6,0x no último trimestre).

O vencimento médio da dívida era estendido para 4,9 anos no 2º trimestre (vs. 3,8 anos no 1º trimestre) e custo médio da dívida (pós-impostos) foi de 3,3% (vs. 4,0% no último trimestre), refletindo a ótima gestão de passivos da empresa.

Sua posição de caixa fechou em R$ 677 milhões, ou 9,4x dívida de curto prazo (acima de 3,4x no último trimestre, portanto mantendo um nível confortável).

Avaliação atrativa para JSL

Depois de anunciar aquisições importantes, o BTG espera que a JSL continue seu processo inorgânico de crescimento, principalmente focada na adição de novos setores e serviços ao seu portfólio, aumentando sua pegada geográfica e contribuindo para o ROIC.

Resumindo, o BTG reitera sua visão otimista sobre o case, que possui um modelo de negócios sólido e muito oportunidades de crescimento.

Por fim, a recomendação é de compra até R$ 13.

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