BTG (BPAC11): Hapvida (HAPV3) tem 3TRI21 fraco impactado pela Covid

Bruno Bravo Duarte
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Relatório do BTG Pacutal (BPAC11) aponta que a Hapvida (HAPV3) teve queda no balanço terceiro trimestre deste ano. Os dados foram impactados pela pandemia da Covid-19. Esse resultado negativo já era esperado pelo banco, já que, a HAPV3 encontra-se em dificuldades desde o início da pandemia.

Em relação aos números, a empresa registrou uma receita líquida de R$ 2,56 bilhões, com queda de 2,5%.  A fusão com novos ativos como a Medical, GSJ, Samedh, Plamheg, Promed e Premium garantiu a Hapvida um aumento na receita de 20% ao ano.

Porém a HAPV3 encontrou grandes dificuldades devido as provisões técnicas como a do Sistema Único de Saúde (SUS), que triplicou  R$ 45 milhões e a IBNR que dobrou para R$ 14 milhões. O EBITDA caiu de 43% ao ano, para R$ 292 milhões.

A empresa reportou lucro líquido 82,4% menor no terceiro trimestre de 2021 (3TRI21) no comparativo anual. Assim, o lucro caiu de R$ 247,8 milhões para R$ 43,7 milhões ao fim do 3TRI21.

BTG (BPAC11): crescimento de 1% no ticket da HAPV3 e números fracos

As vendas líquidas foram consideradas fracas, com 29 milhões no terceiro trimestre, o que é abaixo dos 43 mil em relação a outros concorrentes. A consolidação do segmento Premium em setembro trouxe 4,26 milhões de beneficiários, o que supera as 180 mil vidas do ano anterior. O ticket médio cresceu 1%, o que é 6% maior no segmento individual e 1% no corporativo com a junção com a Medical e GSJ que carregam médias mais altas em seus tickets.

Os planos individuais que eram -8,2% a partir de maio, obtiveram o impacto de R$ 21 milhões, sendo esta a dinâmica de preço mais rígida na RN Saúde (-0,3% a/a).

As intervenções médicas aumentaram no terceiro trimestre devido aos custos elevados relacionadas a Covid-19, a R$ 88 milhões, o que representa uma queda de 43%. ou 3,5% das vendas no comparativo com os 6,4% do segundo trimestre.  Em um cenário sem a pandemia e sem o investimento nas empresas adquiridas, a operadora teria alcançado a marca dos 61,6%, que seria o nível mais próximo de 2019.

Desaceleração

Houve desaceleração nas despesas com vendas com queda de 6,6% no comparativo com os 8,1% no segundo trimestre. Apesar de melhora nos níveis de inadimplência dos planos de pessoas físicas e jurídicas,  as despesas gerais e administrativas representam 10,6% da receita líquida no comparativo com os 9,9% do trimestre anterior, de acordo com o BTG

Para o banco de investimentos, a crise da pandemia foi o grande obstáculo para a Hapvida, porém, o cenário de Covid-19 é passageiro. O banco acredita em uma recuperação após o período de vacinação, com a estabilização nos números de internação e óbitos, mas alerta em relação as adições líquidas fracas da HAPV3, que obtiveram um resultado inferior ao da indústria neste ano de 2021.