BTG (BPAC11): GNDI (GNDI3) tem 2TRI21 duramente atingido pela Covid-19

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: NotreDame /Divulgação

A GNDI (GNDI3) reportou um 2TRI21 duramente atingido pela Covid-19, diz o BTG Pactual (BPAC11).

Seguindo uma dinâmica semelhante observada no primeiro trimestre, os resultados do segundo trimestre da GNDI foram novamente fracos e impactados por hospitalizações de Covid-19.

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Mais precisamente, a empresa postou receitas de R$ 3,19 bilhões (2,7% acima do BTG), um aumento de 23% a/a, ajudado pela consolidação de vários M&A (LifeCenter em janeiro, Climepe em março, BioSaúde em abril, MediSanitas em abril e Hospital Londrina em abril).

Atingido fortemente pelos tratamentos de Covid-19 (R$ 358 milhões, ou consideráveis 11% das receitas), o EBITDA pró-forma ajustado (ajuste para R$ 5 milhões em stock options + R$ 8 milhões em despesas de M&A) chegaram a R$ 132 milhões (queda de 75% a/a), ficando aquém do BTG em 30% devido ao caixa maior do que o esperado MLR em 82,7% (+ 400 bps vs. BTG).

Por fim, o prejuízo líquido ajustado totalizou R$ 10 milhões (vs. R$ 304 milhões no 2T20), enquanto registrou um prejuízo líquido contábil de R$ 48 milhões.

Adições líquidas orgânicas saudáveis de GNDI

As adições líquidas da GNDI totalizaram 467 mil beneficiários de HC (em linha com o BTG) no segundo trimestre.

A empresa adicionou 440k vidas inorgânicas (340k da Medisanitas e 100k da BioSaúde), enquanto as adições líquidas orgânicas totalizaram 27 mil.

Enquanto isso, o tíquete médio da HC diminuiu 0,2% a/a, afetado principalmente pela consolidação de aquisições de baixo ticket, enquanto o ticket expandiu ~ 5,5% a/a.

No segmento hospitalar, a receita saltou 208% a/a (e 32% t/t), refletindo a retomada gradual das frequências e a consolidação das recentes fusões e aquisições (totalizando mais de sete hospitais adquiridos nos últimos 12 meses, adicionando R$ 106 milhões na receita líquida).

Organicamente, a receita líquida do hospital aumentou 76% a/a.

Finalmente, a linha superior dentária cresceu 4% a/a, refletindo o aumento no número de beneficiários (+ 40k t/t), apesar da redução de 5% a/a na média.

Bom controle de despesas

Apesar das recentes fusões e aquisições, as despesas gerais e administrativas pareceram melhores ano/ano em 7,3% das vendas (vs. 9,8% há um ano). Após desembolsos de caixa relacionados a fusões e aquisições (R$ 1 bilhão em Medisanitas, R$ 102 milhões no Grupo Hospitalar de Londrina e R$ 79 milhões na BioSaúde, entre outras aquisições menores) + capex orgânico, a empresa passou de uma dívida líquida de R$ 423 milhões no 1T para uma dívida líquida de R$ 1,5 bilhão no 2T (ND / LTM Adj. EBITDA de 1,3x, vs. 0,3x anteriormente).

Os fundamentos permanecem intactos

Os resultados do segundo trimestre foram fracos, mas isso não muda a visão positiva sobre GNDI, principalmente porque o 2TRI21 foi atingido principalmente por frequências anormalmente altas.

Como a vacinação da Covid-19 acelera rapidamente no Brasil, essa dinâmica que afetou o segundo trimestre não deve persistir no segundo semestre.

“Mais importante, saudamos alguns aspectos recorrentes dos resultados do segundo trimestre da GNDI, como mais uma rodada de crescimento orgânico e um bom controle de G&A. Assim, reiteramos nossa compra para o nome”, diz o BTG. O preço teto é de R$ 99.

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