BTG (BPAC11): Gerdau (GGBR4) tem resultados muito fortes no 3TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: CII aumenta participação na GGBR4, BRML3 reabre shopping Niterói e KLBN4 aprova política de JCP

A Gerdau reportou resultados muito fortes no 3TRI21, com EBITDA de R$ 7,02 bilhões, 14% acima do BTG Pactual (BPAC11).

Isso representa um crescimento de 19% t/t e + 228% a/a, conforme a empresa entregou mais um ano em apenas um trimestre.

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Com preços realizados mais altos no Brasil (+ 6% vs. BTGPe), a América do Norte (+ 9% vs. BTGPe) liderou o ritmo das estimativas, com a unidade Norte de negócios americana com margens acima de 25% (2 pp acima do BTG).

O FCF foi outro destaque, com a Gerdau gerando R$ 3,8 bilhões no trimestre, com yield de 8% no só no trimestre, fato impressionante segundo o BTG.

“Espere uma reação positiva do mercado a partir desses números, e o consenso será revisado para cima nas próximas semanas, com transição positiva dos efeitos para 2022 também. Também ficamos satisfeitos em ver a empresa anunciar dividendos implicando rendimentos de ~ 12% para GOAU e ~ 6% para GGBR, que veio acima das expectativas”, diz o BTG.

Preços mais altos no Brasil conduzem a os resultados

Na unidade brasileira, o EBITDA ficou em R$ 4,0 bilhões (+ 9% vs. BTGPe), o que é + 10% maior t/t (+ 220% a/a).

As margens do EBITDA permanecem elevadas em 39,8% (vs. 2T21 em 40,6%, e BTGPe em 39,5%).

A batida dos números do BTG veio em grande parte na sequência de maiores preços realizados do que o previsto, com receita/tonelada no mercado interno crescendo 9% t/t (+ 6% vs. BTGPe) e + 18% t/t para exportações.

As remessas foram 5% maiores t/t e + 2% a/a, ligeiramente acima da estimativa do BTG.

A inflação de custos foi maior do que o esperado, com CPV/t + 6% vs. BTGPe e + 9% maior t/t.

América do Norte: margens atingem 25% com expansão de spreads metálicos

Na divisão dos Estados Unidos, o EBITDA foi de R$ 1,89 bilhão (+ 18% vs. BTGPe), 40% superior t/t (+ 310% a/a), com margens aumentando para 25,4% (vs. 20,4% no 1T21 e 23,2% BTGPe).

A receita/tonelada foi 16% maior t/t (+ 9% vs. BTGPe) e foi parcialmente compensada por maior sucata e custos de liga no trimestre. Os embarques foram -1% menor t/t (-1% vs. BTGPe) e + 4% a/a “com os laminadores operando com mais de 90% de sua capacidade, conforme a demanda dos setores de construção não residencial e industrial mantiveram-se em níveis saudáveis”.

Upgrades de ganhos garantidos para Gerdau

A Gerdau combina uma série de qualidades que o BTG valoriza: forte crescimento de receita, baixa alavancagem, a geração de FCF e um jogo temático (imobiliário).

Enquanto a China se torna mais séria sobre seus esforços de descarbonização, o BTG acredita que o fornecimento global de aço está em risco e vê um ambiente mais restrito para os próximos meses (anos?).

“Vemos o preço das ações em uma reversão (aterrissagem forçada) dos preços do aço já em 2022, o que vemos como altamente improvável. Também acreditamos na força estrutural dos mercados imobiliários no Brasil e esperamos que a demanda por aços longos se tornará uma história de crescimento de vários anos”, diz o BTG.

Mesmo assumindo uma correção de -30% a/a do EBITDA para 2022 (conservador), a Gerdau ainda negocia a preços acessíveis com múltiplos abaixo de 3x EV / EBITDA 22.

A recomendação do BTG é de compra até R$ 43.