BTG (BPAC11): dividendos da Vale (VALE3) estão chegando em setembro

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Vale (VALE3): Por que ação chegou à máxima histórica

As ações da Vale (VALE3) foram atingidas por uma volatilidade sem precedentes nos preços do minério de ferro, que colapsou 46% nas últimas semanas.

A ação caiu quase 20% em relação às altas, e apresentou um beta mais baixo para movimentos de preços de minério de ferro: no lado positivo e negativo também, diz relatório do BTG Pactual (BPAC11).

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Segundo os analistas, os dividendos da Vale devem ser anunciados nos próximos dias e pagos até o final de setembro (rendimento substancial de 8,5%, na projeção da Vale).

O BTG afirma que tem recomendação de compra para os papéis, especialmente com o catalisador de dividendos chegando em breve.

Previsão de US$ 8 bilhões de dividendos

O BTG espera que a Vale pague US$ 8 bilhões em dividendos até o final de setembro, implicando um mínimo de US$ 5,3 bilhões e dividendos extraordinários de US$ 2,7 bilhões.

Isso implica em um rendimento robusto de 8,4% em termos de dólares americanos, a ser pago em quase 2 semanas.

“Enquanto a maioria dos investidores parece estar fixados na correção do preço do minério de ferro, acreditamos que há menos atenção a este ‘evento’ do que deveria haver. Isso também implicaria que a Vale distribuiria cerca de US$ 20 bilhões em retornos em dinheiro aos acionistas ao longo de 2021, que consideramos substanciais e incomparáveis ​​no setor”, diz o BTG.

O tom permanece inalterado: a maior parte da geração FCF deve ser devolvida aos acionistas, com a gestão ainda altamente “avessa ao capex caro” (o que o BTG elogia).

“Compre nos níveis atuais”

O BTG acredita que a história de baixo para cima da Vale é tão boa como sempre e acredita que o estoque parece altamente subvalorizado, mesmo sob cenários conservadores de preços de minério de ferro (estoque negociaria abaixo de 4x EBITDA/rendimento FCFE de dois dígitos).

Para o BTG, a parte mais importante da história é que a gestão permanece altamente disciplinada na alocação de capital e continuará executando um modelo de negócios “asset light”, o que ainda implica que a maior parte da agenda deve envolver os retornos em dinheiro dos acionistas.

“Também acreditamos que a Vale irá continuar entregando um progresso tangível no front ESG, removendo o excesso desconto atualmente atribuído ao preço de suas ações”, afirmam os analistas.

O preço alvo é de R$ 30.

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