BTG (BPAC11): Dasa (DASA3) tem perspectivas saudáveis de crescimento e lucratividade

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação Dasa

A equipe do BTG Pactual (BPAC11) realizou uma reunião virtual para investidores locais com a gestão da Dasa (DASA3). Segundo o BTG, a empresa tem perspectivas saudáveis de crescimento e lucratividade.

Participaram o CEO da Dasa (Pedro Bueno), o CFO (Felipe Guimarães), o chefe de diagnóstico de operações (Carlos Barros), o head de RI (Andrew Campbell), e o chefe de operações hospitalares (Emerson Gasparetto).

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No geral, a mensagem transmitida foi otimista, com foco em:

  • Melhorar a comunicação por meio de uma nova equipe de RI (o Sr. Campbell acabou de chegar na companhia) combinado com maiores participações em roadshows/conferências (este NDR foi o primeiro desde o re-IPO de Dasa);
  • Estratégia de integração de ativos;
  • Iniciativas para compensar a queda esperada nas receitas relacionadas à Covid;
  • Evolução da plataforma digital e estratégia de coordenação de saúde;
  • Metas para melhorar a estrutura de capital, dado a agenda de fusões e aquisições ainda ativo.

Acima de tudo, a Dasa mostrou uma perspectiva saudável de crescimento e retornos, diz o BTG, principalmente graças às sinergias esperadas de fusões e aquisições, boas perspectivas para ganhos de participação de mercado e melhor interoperabilidade entre unidades de negócios com a maturação de sua plataforma digital.

A agenda de fusões e aquisições veio para ficar

Nas reuniões, a Dasa recapitulou suas recentes aquisições: rede Leforte (600 leitos) consolidada há duas semanas, e os seguintes ativos ainda serão consolidados: São Domingos (380 leitos), rede de oncologia AMO, Hospital da Bahia (300 leitos) e Hospital Paraná (165 leitos).

Juntos, esses ativos devem adicionar, uma vez consolidado, 1,4 mil leitos, uma receita líquida de R$ 2,5 bilhões (+ 20% de receita estimada para a Dasa em 2021) e EBITDA de R$ 300 milhões!

A gestão enfatizou que as fusões e aquisições vieram para ficar, com o objetivo principal de ter uma estrutura abrangente e completa de ativos e marcas nos principais mercados.

Como já atua em 14 estados por meio do negócio de diagnósticos, o pipeline de aquisições ainda está principalmente nos segmentos de hospital e oncologia.

Seguindo essa estratégia, a alavancagem financeira líquida deve ficar em torno de 2 a 3x EBITDA dos últimos 12 meses. Com uma agenda mais intensa de aquisições, a empresa pode chegar mais perto de 4x.

Hospitais devem representar 50% da receita da Dasa

Graças às recentes fusões e aquisições, o setor de hospitais deve representar metade da receita em breve, enfatizando a importância de integração em todas as unidades de negócios.

Com 3,6 mil leitos (incluindo as aquisições já assinadas), a Dasa já é a segundo maior empresa hospitalar no Brasil.

Dada a grande escala do segmento, a empresa enxerga vantagens de várias fontes:

  • Equipe de gestão mais forte (quatro novos executivos foram contratado recentemente, incluindo o Dr. Paulo ChapChap, médico renomado no Brasil);
  • Redução de preços de fornecedores com base na maior escala da Dasa;
  • Ganhos de eficiência em despesas gerais e administrativas;
  • Capturar oportunidades consideráveis de brownfield (+ 1 mil leitos adicionais) em ativos adquiridos recentemente e a maturação do Hospital Águas Claras, em Brasília (inaugurado no ano passado).

Ganhar participação de mercado e aumentar a eficiência em pacientes ambulatoriais e diagnósticos

Apesar da desaceleração nos testes da Covid-19 (12% da receita líquida da unidade de diagnósticos no segundo trimestre), a Dasa orientou para uma melhor perspectiva para pacientes ambulatoriais e diagnósticos, refletindo: (i) espaço considerável para consolidar sua liderança em diagnósticos já que possui apenas 12% do mercado nacional (apesar dos recentes ganhos de participação); (ii) digitalização adicional com web-check-in; (iii) evolução de exames em casa; (iv) alavancagem operacional para ser explorada como resultado de demanda, aumentando as margens da Dasa.

A Dasa também continua confiante no lançamento de suas plataformas digitais.

Em 2021, a estratégia digital (coordenação da jornada dos pacientes de saúde) representará 1,5% do faturamento, ou 0,5% dos usuários no 1S21 (já que a empresa está focando inicialmente em pacientes crônicos).

A plataforma digital (NAV) alcançou 438 mil usuários únicos no segundo trimestre (+ 64% t / t), e tal número deve continuar a se expandir com o lançamento de mais marcas para a plataforma.

A estratégia com os clientes corporativos (Dasa Empresas) vem ganhando momentum: 862 mil vidas coordenadas, que somam R$ 5,6 bilhões em sinistros médicos, o que significa uma oportunidade para a Dasa, uma vez que tem apenas 3% dessas sinistralidades.

Compra reitera para Dasa

Após intensa atividade recente de fusões, a Dasa já ultrapassou sua agenda de aquisições para 2021.

“Vemos a ação negociando a 21x Preço/Lucro ajustado em 2022, com desconto para outras empresas consolidadores de saúde, reforçando a nossa Compra”, diz o BTG.

Depois de incluir fusões e aquisições recentes no modelo e o novo custo de capital no Brasil, o novo preço-alvo de 2022 é de R$ 65/ação (de R$ 74/ação anteriormente).

“Nós acreditamos que uma reavaliação efetiva das ações da Dasa depende de uma integração sólida das aquisições recentemente realizadas, juntamente com o crescimento contínuo de sua plataforma digital”, afirmam os analistas.

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