BTG (BPAC11) prevê resultados sólidos às construtoras no 4º trimestre

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O BTG Pactual (BPAC11) divulgou relatório com a prévia para os resultados de 15 empresas de construção civil, sendo nove construtoras de renda média/alta, cinco construtoras de baixa renda e uma corretora de imóveis.

De acordo com os analistas, o quarto trimestre de 2020 deve ter sido sólido para as empresas, porque os lançamentos/vendas seguiram crescendo bem, enquanto as margens estão subindo.

O time também acredita que esse cenário positivo continuará nos próximos trimestres, uma vez que a demanda por novas residências continua sólida e as empresas listadas estão bem posicionadas.

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O segmento de média/alta renda deve ser o destaque positivo da safra de resultados do quarto trimestre deste ano, principalmente impulsionado por bons lançamentos e volumes de vendas – a maioria das empresas já reportou números operacionais, com lançamentos de + 25% a/a.

Já no segmento de baixa renda, as construtoras expostas ao programa habitacional CVA (Casa Verde Amarela) terão um trimestre “limpo”, conforme os analistas do BTG, o que também é positivo, já que o quarto trimestre normalmente enfrenta restrições de realocação de orçamento no programa habitacional CVA, prejudicando as vendas e as transferências de clientes, o que não foi o caso no ano passado.

De acordo com o BTG, a Cyrela (CYRE3) deve ser o destaque positivo com crescimento de lucro por ação e grande geração de fluxo de caixa.

A corretora de imóveis Lopes também pode surpreender positivamente, já que sua joint venture de hipoteca (CrediPronto) está indo muito bem, elevando a margem Ebitda.

Cyrela (CYRE3)

O BTG espera uma receita de R$ 1,21 bilhões para Cyrela, crescimento de 42% na base anual.

A margem bruta deve ficar em 36% (antes de juros), +280bps a/a.

O Ebitda ajustado pode chegar em R$ 198 mi (margem de 16%). O lucro líquido de R$ 189 mi (+27
a/a), refletindo um resultado mais forte, e crescimento de lucros nas JVs (Cury, Plano&Plano e Lavvi), com um ROE anualizado de 13%.

MRV (MRVE3)

O BTG projeta uma receita de R$ 1,71 bilhões para a MRV (+20% a/a), devido a vendas maiores (+ 28% a/a). A margem bruta deve atingir 31%. Margem Ebitda ajustada de 14%.

Lucro líquido total em R$ 192 milhões (+27% a/a), impulsionado por um ganho de US$ 16mi da venda do “Deering Groves”, com um ROE implícito anualizado de 13,5%

Eztec (EZTC3)

A receita da Eztec deve ficar em R$ 269 milhões (-13% a/a), com menores vendas e lançamentos no período.

A margem bruta foi de 45% (antes de juros), enquanto a margem Ebitda pode chegar a 27% (com um Ebitda ajustado de R$ 72 milhões).

O lucro estimado em R$ 141 milhões (R$0,62 por ação, um crescimento de 30% a/a), impulsionado por resultados financeiros mais fortes (IGP-M sobre recebíveis), com um ROE de 14%.

Tenda (TEND3)

A receita líquida da Tenda alcançará R$ 678 milhões (+25% a/a), com maiores vendas (+29% a/a) e volumes de construção mais fortes.

A margem bruta de 32% (antes de juros), um crescimento de 130bps, a/a. A margem Ebitda ajustada deve chegar a 16%.

O lucro líquido está projetado em R$ 75 milhões (+35% a/a), representando um ROE anualizado de 19%.

Even (EVEN3)

A receita deve atingir R$ 498 milhões, crescimento de 4% na comparação anual.

A margem bruta deve ficar em torno de 34% (antes de juros), e um EBITDA ajustado de R$ 101 milhões (margem de 20%).

O prejuízo esperado é de R$ 98 milhões (- R$0,48/ação) devido a uma perda de R$ 160 milhões da venda de estoques no Rio para um FII, diminuindo 6% do Book Value.

Direcional (DIRR3)

Segundo estimativas do BTG, a receita líquida deve alcançar R$ 426 milhões (+16% a/a), com maiores vendas (+38 a/a).

A margem bruta deve permanecer em 36% (sem juros), com maior eficiência nas construções, com um Ebitda ajustado de R$ 76 milhões (+25% a/a).

O lucro líquido deve ficar em R$ 42 milhões, com um ROE anualizado de 13%.

Cury (CURY3)

O BTG projeta receitas de R$ 364 milhões (+21% a/a), em sua maior parte devido a maiores lançamentos e atividade de construção mais forte.

A margem bruta deve ser um sólido 38% (sem juros), enquanto o Ebitda ajustado deve ser R$ 79 milhões (margem de 22%).

O lucro líquido é estimado em R$61 milhões, alta de 22% a/a, com um ROE anualizado de 47%.

Plano & Plano (PLPL3)

Receita líquida total deve ficar em R$247 milhões (+7% t/t) devido a maiores vendas (26% t/t). A margem bruta deve permanecer em 38%, enquanto o Ebitda ajustado deve ser R$51 mi (+11% t/t), com margem de 21%.

O lucro líquido deve atingir R$ 0,20/ação, com um ROE anualizado de 87%.

Helbor (HBOR3)

Conforme projeções do BTG, as receitas foi de R$ 272 milhões (-2% a/a), devido a menores vendas/lançamentos no quarto trimestre.

A margem bruta de 32%, e um EBITDA ajustado de R$38 milhões (margem de 14%).

Baseado nas estimativas do BTG, o lucro líquido deve ficar em R$ 18 milhões (R$0,13/ação), com um ROE de 6%.

Trisul (TRIS3)

A receita líquida da Trisul deve atingir R$ 206 milhões (-4% a/a).

A margem bruta deve ficar em 36% , com um EBITDA ajustado de R$ 37 milhões (+18% de margem).

O lucro líquido de R$ 31 milhões (R$ 0,11/ação), com um ROE anualizado de 11%.

O BTG projeta uma uma geração de caixa de R$ 40 milhões para a Trisul.

Mitre (MTRE3)

O BTG espera uma receita líquida de R$ 167 milhões para a Mitre (+36% a/a), impulsionado por vendas maiores.

A margem bruta pode atingir 35%, enquanto o Ebitda ajustado deve chegar em R$ 21 milhões (margem de 13%).

O lucro líquido deve chegar em R$ 21 milhões (R$0,20/ação). Com um ROE anualizado de 9%.

Lavvi (LAVV3)

A receita líquida deve atingir R$163 milhões (+63% a/a), devido a lançamentos/vendas mais fortes no 4T20.

A margem Ebitda ajustada pode chegar a 29% (com um EBITDA ajustado de R$47 milhões).

O BTG está modelando um lucro líquido de R$ 45 milhões (crescendo 126% a/a), com um ROE anualizado de 15%.

Tecnisa (TCSA3)

A Tecnisa deve atingir uma receita líquida de R$ 62 milhões (-32% a/a).

A margem bruta deve ficar em 22%, enquanto vemos o EBITDA Ajustado em – R$ 8 milhões.

O BTG espera um prejuízo de R$ 20 milhões para a Tecnisa (-R$0,26/ação).

Melnick (MELK3)

A  Melnick deve atingir uma receita líquida de R$ 113 milhões (-23% a/a), devido a menores lançamentos/vendas.

A margem bruta deve ficar em 28% e um Ebitda ajustado de R$ 14 milhões (margem de 13%).

Conforme projeções do BTG, o lucro líquido deve atingir R$ 12 milhões (R$0,06/ação), com um ROE anualizado de
4%.

Lopes (LPSB3)

De acordo com projeções do BTG, as vendas devem atingir R$ 2,6 bilhões (R$ 1,4 bilhões de operações próprias + R$ 1,3 bilhões de franquias), crescimento de 8% t/t e 16% a/a.

A receita líquida deve ficar em R$ 54 milhões (+21% a/a), impulsionado pela CrediPronto, enquanto o Ebitda Ajustado deve atingir R$ 27 milhões (+111% a/a), com uma margem de 51%.

Já o lucro líquido de R$ 10 milhões, ante prejuízo do quarto trimestre de 2019.