BTG (BPAC11) inicia cobertura de Viveo (VVEO3) com recomendação de compra

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) começou a cobertura de Viveo (VVEO3) com um viés positivo para a empresa e recomendação de compra.

A Viveo (VVEO), o fornecedor nº 1 do Brasil de produtos e serviços para hospitais e laboratórios, realizou IPO recentemente, ostentando um conjunto único de vantagens dos concorrentes, diz o BTG.

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“Com caminhos de consolidação claros em um mercado de alto crescimento, o case de investimento oferece crescimento sólido de ganhos (24% EPS CAGR 22-25) e retornos (ROIC ajustado de 22%)”, afirmam os analistas.

A 17x P / E 22 e 0,7x PEG (22-25), Viveo (VVEO3) é negociado com um grande desconto para nomes de saúde de alto crescimento, e o preço teto para 2022 é de R$ 33 por ação, oferecendo possibilidade de aumento de 38%.

Viveo é marcada por muitos diferenciais

Exposta aos fundamentos de alto crescimento do mercado de saúde, a Viveo está em ótima forma para consolidar um mercado de distribuição altamente fragmentado de produtos farmacêuticos não varejistas e suprimentos médicos para hospitais/clínicas, diz o BTG.

Apesar de deter menos de 10% de participação, muitos diferenciais sustentam seus altos (e crescentes) retornos: (i) vasto portfólio de produtos/serviços (‘one-stopshop’) com um mix de receitas cada vez mais lucrativo; (ii) modelo parcialmente integrado verticalmente (fabricação de itens de higiene pessoal internamente); (iii) escalabilidade, alcance e operação; (iv) qualidade de serviço superior; e (v) gestão de alto nível.

BTG está otimismo com a empresa

A Viveo tem um histórico sólido de experiência na integração de vários ativos de M&A. Entregou 12 aquisições desde 2017, com a maioria dos ativos já integrados.

Os alvos de M&A melhoram sua vantagem competitiva em mercados centrais, expandindo mercados endereçáveis e desenvolvendo seu ecossistema, ampliando seus produtos/serviços.

Depois de fusões transformacionais como Cremer (2018) e Expressa (2020), a Viveo revelou sua maior aquisição apenas após seu IPO (Profarma Specialty, R$ 1,3 bilhão em vendas, ou ~ 25% do topo anterior da linha da Viveo), justificando as projeções mais otimistas do BTG.

Principais riscos: integração de fusões e aquisições recentes e expansão da plataforma de serviços

Além das questões macro, os principais riscos são: (i) efeitos colaterais negativos da consolidação de outras camadas da cadeia de HC (embora isso possa ser uma oportunidade); (ii) desenvolvimento plataforma de serviços e integração de aquisições recentes; e (iii) forte competição de fusões e aquisições.

Por fim, o BTG recomenda compra até R$ 33.

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