BTG: Bradesco (BBDC4) tem resultado em linha com o esperado

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

Em relatório, assinado pelos analistas Eduardo Rosman, Ricardo Cavalieri e Luiz Temporini, o BTG (BPAC11) escreveu os resultados do primeiro trimestre de 2021 do Bradesco (BBDC4) foram praticamente em linha com o que esperado.

No geral, o BTG acredita que o banco está passando por um grande programa de eficiência, dando a ele um pouco mais de controle sobre seus resultados do que alguns de seus pares, pelo menos até que a economia se recupere.

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A combinação de seu valuation atrativo, forte controle de custos e mais recompras (além dos dividendos) apoiam recomendação de compra

Dessa forma, o BTG recomenda compra para Bradesco (BBDC4), com preço-alvo de R$ 32,00. Ontem, as ações fecharam a R$ 23,80.

Bradesco (BBDC4) é o Top Pick entres os bancões

O Bradesco (BBDC4) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2021, com lucro ajustado de R$ 6,5 bilhões (18% de ROE), queda de 4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas um forte aumento de 74% a/a.

Segundo o Research do BTG Pactual, os números ficaram muito próximos das estimativas no geral, ficando em linha com a projeção no nível antes dos impostos e 2% acima da projeção de lucro líquido (+6% vs. consenso).

Parecido ao que ocorreu no Itaú e diferente do Santander, a NII (margem financeira) com clientes ficou aquém das expectativas, ficando estável em relação ao quarto trimestre de 2020.

O controle de custos se destacou mais uma vez e é exatamente por isso que o BTG Pactual coloca o Bradesco como Top Pick entre os grandes bancos brasileiros no ano.

De acordo com o BTG, melhores ganhos de tesouraria e resultados de seguros também foram uma boa surpresa.

As provisões vieram acima do esperado

O índice de inadimplência de acima de 90 dias aumentou 0,3 p.p na comparação com o trimestre imediatamente anterior, para 2,5%, mas ainda está muito abaixo dos 3,7% do mesmo período do ano passado.

A formação de inadimplência também aumentou em relação ao quarto trimestre de 2020, o que é normal para esta época do ano, mas também abaixo do mesmo período do ano anterior.

Como resultado, as perdas com empréstimos caíram 33% na comparação ano a ano, mas aumentaram 21% contra um 4T20 muito baixo.

Na verdade, as provisões brutas ficaram 5% acima das estimativas do BTG. Mas as recuperações de crédito mais fortes e prejuízos menores levaram o custo de risco “expandido” a ficar em linha com o que estávamos projetando.

O índice de cobertura a 90 dias caiu para 350% (vs. 403% no 4T20), embora tenha aumentado 228% em comparação ao 1T20.

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