BTG (BPAC11): BR Distribuidora (BRDT3) vai de “bom para ótimo” no 1TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução/BR Distribuidora

A avaliação do BTG Pactual (BPAC11) é de que a BR Distribuidora (BRDT3) foi de um resultado “bom para ótimo” no primeiro trimestre de 2021.

Ajudada pelos ganhos de estoque, mas ainda destacando a execução de alto nível, a BR Distribuidora (BRDT3)  registrou um EBTIDA IFRS 16 de alta histórica de R$ 1,2 bilhão (8% acima do BTG), com uma margem de R$ 130/m³ (vs. projeção de R $112/m³).

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Considerando a estimativa de R$ 20/m³ de ganho de estoque, a contribuição da margem foi cerca de R$ 10/m³ acima do projetado pelo BTG.

O controle de despesas também contribuiu positivamente, apesar das deseconomias de escala de volumes mais fracos.

A alavancagem ficou estável t/t apesar de ~ R$ 0,5 bilhão de pagamentos de IoC, enquanto o R$ 1,2 bilhão de drenagem WK deveu-se principalmente a um mix diferente de abastecimento de combustível.

Ganho de margem + resiliência de participação de mercado + adições de PDV

“Embora a BR Distribuidora (BRDT3) tenha se beneficiado indiscutivelmente de uma janela de importação de combustível mais estreita, que reduz a competitividade de players menores, a capacidade de preservar o market share de varejo ao mesmo tempo que adiciona 36 POS t/t, além de manter boas margens de contribuição parece-nos uma indicação de sua proposta de valor mais forte para os revendedores, tornando-nos mais confortáveis com a sustentabilidade do atual ritmo de expansão de margem”, diz o BTG.

Novas fronteiras de eficiência e crescimento reveladas

A BR Distribuidora (BRDT3) também revelou, de forma surpreendente, um novo plano de economia de despesas de até R$ 450 milhões/ano, segundo o BTG.

Isso deve vir além do corte de cerca de R$ 1 bilhão/ano desde a privatização, que já permitiu fechar totalmente a lacuna de eficiência para os pares.

A empresa também menciona R$ 290 milhões em ganhos potenciais com melhores compras, frete e vendas de lubrificantes.

Se alcançado, a BR Distribuidora (BRDT3) não se tornará apenas o líder indiscutível da indústria em termos de eficiência, pois poderíamos estar olhando também margens de LT que estão acima de R$ 20/m³ acima das estimativas atuais.

Em seu release de resultados, a BR Distribuidora (BRDT3) também provocou o mercado: em próximo dia do investidor, ela planeja revelar planos para enfrentar novas fronteiras de crescimento que moldará o futuro crescimento orgânico e inorgânico da empresa em combustíveis e energia, todos alimentados por seu balanço ainda subalavancado.

Assim, com a proposta de valor forte, reabertura do jogo, âncora de avaliação atraente, a recomendação é de compra para BR Distribuidora (BRDT3). O preço-teto é de R$ 27.

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