BTG (BPAC11): BR Distribuidora (BRDT3) tem 2TRI21 fraco

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: BR Divulgação

A BR Distribuidora (BRDT3) reportou um 2TRI21 fraco, segundo relatório do BTG Pactual (BPAC11).

O EBITDA veio 10% abaixo das estimativas devido a volumes mais baixos.

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Os volumes também ficaram 10% abaixo da projeção, principalmente devido aos menores volumes em B2B.

A falta de ganhos de estoque apesar do aumento dos preços dos combustíveis, aliada a uma demanda volátil em meio a mudanças nas tendências de mobilidade e algumas deseconomias de escala explicam a margem EBITDA de R$ 100/m³, que ficou em linha com nossa expectativa, mas abaixo do que esperávamos como margem recorrente da BR Distribuidora.

O índice de alavancagem líquida aumentou para 1,4x (de 1,2x) devido aos R$ 1,1 bilhão pagos em dividendos, bem como cerca de R$ 600 milhões em consumo de capital de giro devido ao aumento dos preços dos combustíveis.

O varejo foi o principal destaque negativo

O varejo registrou margem EBITDA de R$ 80/m³, abaixo das expectativas e queda de 40% t/t.

Graves oscilações de participação de mercado, bem como um comportamento atípico do preço do etanol, explicam indiscutivelmente as margens de comercialização mais baixas no segmento.

A boa notícia é que a BR Distribuidora continua na liderança e adicionou 18 novos postos no trimestre, totalizando 302 adições nos últimos 12 meses.

“Continuamos a ver isso como uma prova da qualidade de sua proposta de valor para os varejistas”, diz o BTG.

Melhorando o suporte macro da BR Distribuidora

A administração forneceu alguns detalhes de que os volumes melhoraram substancialmente ao longo do trimestre e após, com as condições melhorando continuamente em julho.

A BR Distribuidora também reiterou o compromisso de intensificar os ganhos de produtividade que devem render mais R$ 550 milhões em ganhos operacionais no próximo ano e meio.

Com uma mentalidade pronta não apenas para explorar novas oportunidades de crescimento, mas também recompensar continuamente os acionistas (um dividend yield de 9% esperado para este ano), o BTG reiterou a compra da BR Distribuidora, ao mesmo tempo que aumentou o nosso preço-alvo com base em DCF para R$ 35/ação.

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