BTG (BPAC11): B2W Digital (BTOW3) tem 1TRI21 sólido

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação B2W

A B2W Digital (BTOW3) reportou um primeiro trimestre de 2021 sólido, segundo analistas do BTG Pactual (BPAC11).

Em relatório divulgado nesta sexta-feira (07), os analistas destacam o GMV consolidado, alcançando R$ 8,7 bilhões, um aumento de 90% a/a (vs. + 38% no 4T20) e 1% acima da estimativa, com itens vendidos crescendo 252% a/a.

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O GMV de 1P aumentou 69% a/a (7% acima da estimativa), enquanto o GMV do marketplace subiu 105% a/a (vs. 31% no 4T20 e respondendo por 64% do GMV total).

A empresa apresentou uma grande aceleração no GMV em janeiro (aumentando 83% a/a), fevereiro (crescendo 90% a/a) e março (98% a/a) como resultado de uma estratégia mais agressiva/assertiva para comissões, frete, seu programa de fidelidade (Americanas Mais) e a segmentação de vendedores com base na experiência do usuário.

A receita líquida totalizou R$ 2,9 bilhões, alta de 73% a/a e 5% acima da expectativa, enquanto a margem bruta aumentou 80 bps a/a para 31,9% devido à maior penetração da operação de marketplace.

Ebitda e prejuízo líquido da B2W

O EBITDA ajustado da B2W foi de R$ 129 milhões (aumento de 1% a/a e 9% da projeção), com margem EBITDA de 4,4%, queda de 310 bps a/a devido à maior aceleração nas despesas com vendas (mais do que o dobro do 1T20).

A B2W registrou prejuízo líquido de R$ 164 milhões, aumento de 51% a/a, com a linha de equivalência patrimonial (relacionada ao resultado da Ame Digital, na qual detém 43% de participação) chegando a -R$ 51 milhões (vs. -R 11 milhões no 1T20).

Enquanto isso, a empresa registrou um consumo de caixa de R$ 897 milhões no período (vs. R$ 646 milhões no 1T20).

Reforçando os pilares da B2W

A B2W adicionou 9,1 mil vendedores no 1T21, totalizando 96,3 mil vendedores no final do trimestre (vs. 87,3 mil no 4T20), juntamente com 99 milhões de SKUs (vs. 87,2 milhões no 4T20), 22,9 milhões de clientes ativos (+ 6,2 milhões nos últimos 12 meses) e 40,8 milhões de usuários ativos mensais no trimestre (vs. 39,7 milhões no 4T20).

Na frente logística, a LET’S realizou 44% do total de entregas no mesmo dia (vs. 40% no 4T20) e 13,7% das entregas em 3 horas, enquanto a B2W Entregas atingiu 97,8% do total de vendedores (ou 94 mil vendedores), respondendo por 80% das ordens do marketplace.

A B2W também anunciou que o TPV (volume total de pagamentos) da Ame Digital (que atingiu 19 milhões de downloads e 3 milhões de estabelecimentos conectados) foi de R$ 5,1 bilhões (alta de 350% a/a), ante R$ 5,9 bilhões no 4T20.

Re-rating de curto prazo depende de maior consistência

Após um final de 2020 fraco, o BTG aprecia que a B2W tenha conseguido acelerar sua expansão (e competitividade) de GMV no 1T21.

“No entanto, um possível rerating da ação (reconhecidamente com desconto em relação a seus pares, negociando a 0,8x EV/GMV 2021) dependerá da produção de resultados consistentes nos próximos trimestres”, afirmam os analistas.

Para eles, a parte da migração de offline para online deve perder fôlego nos próximos meses, e o ambiente macroeconômico continua volátil, mas também há uma tendência estrutural positiva para plataformas horizontais com grande variedade, tráfego forte e foco no nível de serviço que deve garantir uma consolidação mais rápida do e-commerce entre alguns potenciais vencedores, com a B2W entre eles.

Assim, a classificação é de compra para B2W até R$ 120.

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