BTG (BPAC11) atualiza preço-alvo para Positivo (POSI3)

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Com sólidos resultados trimestrais no segundo trimestre, o mercado de eletrônicos de consumo ainda resiliente e um grande pipeline de mais de R$ 6 bilhões em leilões públicos em 2022, o BTG (BPAC11) atualizou as estimativas para Positivo (POSI3), resultando em um novo preço teto de R$ 15/ação para 2022. Antes, o valor era de R$ 9.

No geral, a visão positiva sobre a empresa se reflete por: (i) sua posição de liderança no nicho low-end para computadores e telefones celulares; (ii) sua liderança em contratos com o governo e instituições públicas graças à sua capacidade de produção flexível; (iii) e projetos adicionais para diversificar seus fluxos de receita (Inteligência Artificial, Positivo as a Service, servidores de tecnologia, produtos educacionais e investimentos em startups de tecnologia).

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Posição de liderança e ventos favoráveis ​​do mercado

Depois de lutar nos últimos anos com o cenário macro difícil e um cenário instável de  desempenho, a Positivo recentemente se beneficiou das grandes mudanças na área de eletroeletrônicos e a indústria de eletrodomésticos provocada pela pandemia (especialmente o aumento do home office e home schooling).

Com um vasto portfólio de produtos, a empresa criou um canal de distribuição eficiente nos últimos 30 anos (acessando 12 mil varejistas no Brasil e com 4 unidades de produção) e é líder no segmento de baixo custo no segmento de PCs (70% de market share para produtos abaixo de R$ 2 mil, ou 16% do mercado geral no Brasil).

Enquanto isso, a empresa anunciou em abril que assinou um acordo de licenciamento exclusivo com a Compaq para produzir e vender notebooks HP e computadores no Brasil.

A Compaq detém 3% do mercado brasileiro de PCs (de acordo com IDC), e o negócio expande o sortimento da Positivo no mercado de alto preço (já é licenciada da marca Vaio desde 2015).

Um olhar sobre a oportunidade com instituições públicas e novos fluxos de receita

A Positivo tem mais de 25 anos de experiência em licitações para contratos com instituições públicas (tanto de venda como de leasing de produtos). Uma de suas vantagens é a capacidade de adaptar rapidamente a produção às demandas de cada contrato (o que representou 24% de suas vendas totais no 1S21).

Enquanto isso, após reposicionar sua marca e diversificar fluxos de receita desde 2017, a Positivo tem investido em projetos adicionais como o Accept (80% de participação na empresa de servidores de tecnologia), produtos de inteligência artificial (casas smart), tecnologia educacional (sistemas de aprendizagem) e startups de tecnologia (11 investimentos até agora).

Avaliação com desconto no universo de consumo e varejo

Depois de revisar estimativas, as projeções do BTG de receita e EBITDA até 2025 para a Positiva aumentaram 27% e 38% em média, respectivamente.

“Como mencionamos desde nosso relatório IoC em 2019, não podemos ignorar os riscos do case de investimento (exposição a contratos com instituições públicas, competição de jogadores internacionais (principalmente em nichos de PCs/smartphones mais sofisticados) e questões regulatórias, como subsídios fiscais para tecnologia do Brasil, bem como a interrupção da cadeia de abastecimento de componentes eletrônicos no semestre), mas acreditamos que eles são principalmente avaliados na avaliação atual (estoque a 11x P / L 2022), com nosso TP de R $ 15 / ação oferecendo 16% de aumento”, dizem os analistas do BTG.

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