BTG (BPAC11): Assaí (ASAI3) tem forte desempenho operacional no 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

Mesmo com uma base de comparação difícil o Assaí (ASAI3) reportou forte desempenho operacional no 2TRI21, de acordo com relatório do BTG Pactual (BPAC11).

Assim como nos trimestres anteriores, o Assaí apresentou sólidos números operacionais trimestrais, em linha com as estimativas do BTG.

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Apesar da forte base de comparação do 2T20 e das restrições de mobilidade da Covid-19 no trimestre, as vendas líquidas atingiram R$ 10 bilhões (alta de 22% a/a e 3% acima da projeção), com 19 inaugurações de lojas nos últimos 12 meses (13,2% das vendas de expansão de área) e o SSS aumentou 9,2% (vs. a estimativa de 9,5%), enquanto a inflação de alimentos ficou em 15% nos últimos 12 meses.

O Assaí também reconheceu no trimestre R$ 62 milhões em créditos tributários relacionados à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins (R$ 40 milhões na receita líquida e R$ 22 milhões no resultado financeiro), que o BTG excluiu da análise para manter a comparabilidade.

Maior lucratividade na maturação da loja e mix favorável

A margem bruta de Assaí aumentou 60bps a/a (30bps acima da expectativa) para 16,8% devido à maturação das lojas e uma maior participação de B2C nas vendas totais (~65% no trimestre).

As despesas com vendas, gerais e administrativas (em % da receita) aumentaram 50bps a/a, impactadas por despesas relacionadas à estruturação do back-office após a cisão da CBD em março.

O Assaí também registrou receita de R$ 14 milhões com a participação de 18% na FIC (divisão de financiamento ao consumo em parceria com Itaú e GPA).

Assim, o EBITDA ajustado atingiu R$ 753 milhões (+ 26% a/a e 7% acima da projeção) com uma margem de 7,5% (+ 30 bps a/a e 30 bps acima da expectativa).

O lucro líquido foi de R$ 264 milhões (+ 40% a/a), contra nossa estimativa de R$ 266 milhões.

Enquanto isso, o Assaí conseguiu reduzir sua dívida líquida em R$ 367 milhões a/a, colocando dívida líquida/EBITDA em 1,9x (vs. 2,73x no 2T20).

Assaí tem combinação de valor e crescimento

As perspectivas de curto prazo para o Assaí devem seguir fortes apesar da desaceleração da inflação de alimentos no país, diz o BTG, com visão estrutural positiva baseada em quatro pilares:

Forte histórico de execução (apresentando crescimento consistente de dois dígitos e melhora de margem nos últimos anos);

Alta produtividade da loja (acima dos principais pares);

Exposição pura ao atacarejo (formato de maior crescimento no varejo alimentar);

Muito espaço para entregar uma expansão consistente (o BTG espera que a área de vendas cresça 13% ao ano até 2025, enquanto a empresa deve abrir 28 lojas em 2021).

“Vemos o Assaí sendo negociado com um valuation atrativo de 13x P/L 2022 e um índice PEG de 0,8x, com as ações também definidas para se beneficiar do processo de desalavancagem da empresa nos próximos anos”, dizem os analistas.

Assim, a recomendação é de compra até um preço teto de R$ 105.

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