BTG (BPAC11): Arezzo (ARZZ3) tem números fortes no 1TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).

Crédito: Divulgação / Arezzo

A Arezzo (ARZZ3) apresentou um conjunto de números fortes no balanço do primeiro trimestre de 2021, segundo o BTG (BPAC11).

Segundo relatório, os números da Arezzo no 1TRI21 foram afetados pela consolidação da Reserva, que aderiu ao grupo em dezembro, e contribuiu com R$ 90 milhões em vendas no trimestre.

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As vendas brutas atingiram R$ 636 milhões (alta de 36% a/a e 4% acima do BTG), ou R$ 546 milhões ex-Reserva (alta de 17% a/a).

No geral, as vendas ainda foram afetadas pela pandemia, o que levou a fechamentos de lojas (57% das lojas permaneceram fechadas em março) e menor tráfego de pedestres em shoppings.

“Dito isso, houve uma forte recuperação em abril, com 89% de 2019 vendas durante o mês. E de 22 de abril (quando todas as lojas foram reabertas) até 12 de maio, as vendas foram 2% superiores aos níveis de 2019 (para o mesmo período)”, destaca o BTG.

Os números negativos foram mais do que compensados ​​por um forte desempenho na operação de webcommerce, que atingiu R$ 133 milhões (+ 108% a/a e representando 16% das vendas) e o canal multimarcas, com vendas de 21% a/a ex-Reserva, segundo os analistas.

Nas operações dos EUA, as vendas da Arezzo atingiram R$ 61 milhões, queda de 3% em reais e 19% em moeda constante.

A Arezzo terminou o trimestre com 893 lojas, incluindo 8 fechamentos líquidos de lojas no trimestre.

Recuperação da margem foi um destaque positivo

O lucro bruto atingiu R$ 250 milhões, com margem bruta de 50%, aumento de 410 bps a/a (e 10 bps acima de nós), impulsionado pela incorporação da Reserva e uma maior participação das vendas online (margens maiores do que as lojas franqueadas).

O EBITDA ajustado foi de R$ 65 milhões, até 80% a/a e 4% acima do BTG, com margem EBITDA ajustada de 13%, aumento de 340 bps ano/ano e 10 bps acima do BTG, ajudado por um sólido desempenho de primeira linha e iniciativas de corte de custos, com eventos de venda apenas online e menores despesas com viagens, juntamente com números melhores na operação nos Estados Unidos (R$ 2 milhões de EBITDA).

Por sua vez, o lucro líquido ajustado foi R$ 30 milhões (vs. R$ 7 milhões no 1T20 e 1% abaixo do BTG).

Omnichannel continua melhorando

Como nos trimestres anteriores, a transformação digital da Arezzo continuou a evoluir, com melhorias em iniciativas como “clicar e recolher” (disponível em 88% das lojas durante no trimestre vs. 76% no 4T20) e ship-from-store (70% das lojas no 1T21 vs. 68% no 4T20), enquanto o aplicativo de vendedor da Arezzo foi usado por 32% do sell-out total no trimestre, atingindo 47% de penetração em março.

Arezzo é a “Top pick” do BTG

Embora a Arezzo ainda tenha sido afetada pela pandemia na maioria de seus canais, os números gerais da empresa foram sólidos, juntamente com uma tendência mais forte após a reabertura em abril.

A chamada positiva do BTG reflete: expansão resiliente do mercado doméstico (auxiliado pelo e-commerce e crescimento multicanal nos próximos anos) e uma potencial recuperação em consumo das classes de renda mais alta em 2021; novas marcas como Vans e Reserva; e resultados mais saudáveis ​​na operação dos EUA, principalmente com base no atacado e canais de e-commerce.

A avaliação não é uma pechincha, diz o BTG, com a Arezzo sendo negociada a 42x P/L 2021E e 36x P/E 2022E, mas é justificado por perspectivas de crescimento mais fortes (EPS CAGR de 18% até 2025).

Assim, a recomendação é de compra até R$ 81,18.

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