BTG (BPAC11): agenda de fusões e aquisições da Rede D’Or (RDOR3) continua

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

A Rede D’Or (RDOR3) divulgou um acordo para aquisição de 90,3% do capital do Hospital Novo Atibaia e AMHA Saúde (carteira de seguros do mesmo grupo).

Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) diz que a operação vai de encontro à agenda de fusões e aquisições da rede hospitalar. E disse que melhor a infraestrutura da Rede D´Or no interior do estado. O que acaba por atrair um valuation considerado atraente.

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O valor da empresa para 100% do ativo foi fixado em R$ 296 milhões (<0,5% do valor de mercado da Rede D’or), ainda que a empresa ainda tenha penetração relativamente baixa no mercado de São Paulo fora áreas metropolitanas.

Este ativo é um hospital considerado de alto padrão. Sendo referência na cidade de Atibaia e outras cidades próximas. O grupo adquirido também possui uma operação de seguros de 22 mil vidas na região.

Como em transações anteriores (como no acordo com Hospital Santa Cruz de Curitiba, quando o Paraná Clínicas foi vendido para a SulAmérica), a Rede D’or parece estar interessada em vender o portfólio de seguros.

No entanto, o banco nota que a AMHA Saúde tem uma alta sinistralidade – em torno de 90% antes da pandemia do Covid-19. No que se refere exclusivamente ao hospital, a receita esperada para 2022 é de R$ 283 milhões. Incluindo EBITDA de R$ 49 milhões com parte das sinergias já incorporadas.

Avaliação atrativa de Rede D’or

A avaliação da transação é considerada atraente, com um múltiplo EV/leito implícito de R$ 1,78 milhão/leito. Isto é abaixo das transações anteriores da Rede D’or.

Olhando para os números relacionados ao ativo, o valuation parece melhor. Com um valor de apenas 1x as receitas e 6x EBITDA (vs. múltiplo de negociação atual de 23x EBITDA 2022E).

Outro capítulo na história do investimento

A Rede D’or concluiu seu IPO em dezembro com um desafio (mas viável, dado o seu histórico impressionante) de agenda de fusões e aquisições, orientando a aquisição de cerca de mil leitos por ano no próximo cinco anos. E a empresa está superando facilmente a meta.

Desde seu pedido de IPO em 2020, anunciou a compra de 12 ativos e 1,84 mil leitos hospitalares (mais de 20% do número de leitos de 2020), adicionando 4 estados à sua cobertura nacional.

Com este último movimento, a agenda de fusões e aquisições está mais viva do que nunca. O banco também reitera a compra com base no robusto momento de lucros de curto prazo, após o segundo trimestre. Também é esperado um terceiro trimestre robusto. O preço-alvo é de R$ 90.

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