BTG (BPAC11): AES Brasil (AESB3) tem foco em inovação e transição energética

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: AES Corp de olho no mercado brasileiro

A AES Brasil (AESB3) realizou seu Investor Day para traçar sua estratégia de negócios, que foi analisada em relatório pelo BTG Pactual (BPAC11).

Baseado na inovação e tendências de transição energética, a estratégia tem três pilares:

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Core business – produção de energia com o objetivo de diversificar ainda mais as fontes de energia e contratos;

Novas soluções – como autoprodução e certificados de energia renovável (I-RECs);

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Crescimento exponencial – considerando a expectativa de abertura do mercado livre e modernização do setor, a AES Brasil, por meio de sua plataforma digital “Energia Mais”, já está preparado para ganhar grande participação de mercado entre os clientes de varejo do mercado livre, oferecendo produtos diferentes e toda a infraestrutura necessária.

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Os principais diferenciais da implementação de sua estratégia é um portfólio diversificado (63% hidrelétrica, 30% eólica e 7% solar) e especialização do setor.

Gasoduto de 1.15 GW de projetos eólicos

A estratégia da AES Brasil é crescer orgânica e inorgânica em energias renováveis ​​(eólica e solar).

Em relação aos projetos greenfield, a empresa possui dois parques eólicos em andamento, Cajuina e Tucano, com 1,15 GW de capacidade instalada, o que diversificará ainda mais a sua portfólio.

Com o fim dos subsídios para energias renováveis, conforme aprovado pela Medida Provisória nº 998, a AES Brasil vê aumento na demanda por turbinas eólicas e assinou contrato com a Nordex para 1,5 GW (cinco tranches de 300 MW).

A empresa não é obrigada a comprar as turbinas, mas deve confirmar a aquisição de cada tranche seis meses de antecedência.

Uma vez que a regulamentação adequada esteja em vigor, a empresa também planeja transformar seus ativos eólicos em usinas híbridas, adicionando capacidade solar aos complexos.

Em relação aos preços dos PPAs no mercado livre, a visão deles é que os spreads da energia renovável terão tendência positiva à medida que o fim dos subsídios reduzirá a oferta de projetos de energia renovável, enquanto a demanda continuará aumentando na parte de trás da migração para o mercado livre e recuperação econômica do Brasil.

Oportunidades de fusões e aquisições

Na frente de Fusões e Aquisições, a AES Brasil atuará de forma oportunista e com foco em usinas eólicas e solares – embora veja cenários diferentes para essas origens de duas energias.

Para usinas eólicas, apenas um punhado de (grandes) oportunidades são esperadas, pois o grosso do movimento de consolidação do setor já ocorreu nos últimos anos.

Para os projetos de energia solar, a empresa vê mais oportunidades, mas envolvendo pequenos projetos, como a energia solar se tornando competitiva.

Apesar do foco no crescimento, a AES Brasil reforçou sua estratégia para manter um pagamento de dividendos de 100%, uma vez que, além dos bancos de desenvolvimento, novas alternativas de financiamento, como debêntures de infraestrutura e ECAs permitirão crescer sem afetar o pagamento.

A recomendação é neutra, até R$ 17.

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