BTG (BPAC11): AES Brasil (AESB3) tem 1TRI21 com resultados fracos

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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A AES Brasil (AESB3) reportou um primeiro trimestre de 2021 com resultados fracos, mas conforme o esperado, segundo avaliação do BTG (BPAC11).

O EBITDA ficou em R$ 349 milhões, em linha com a projeção (R​​$ 341 milhões). No entanto, quando ajustado pelo GSF não recorrente em uma compensação de R$ 36 milhões, o EBITDA seria de R$ 313 milhões, estável a/a.

As condições hidrológicas desfavoráveis ​​aumentaram os volumes de energia adquirida em 61% a/a, que combinada com preços de energia mais altos pagos (+ 5%) levou a um custo de compra de energia de R$ 102 milhões (vs. R$ 53 milhões no 1TRI20).

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No entanto, diz o BTG, a AES teve despesas financeiras abaixo do esperado devido ao acordo liminar do GSF em janeiro de 2021, com o pagamento de R$ 1,3 bilhão à CCEE (passivo atrelado à inflação do IGP-M).

Como resultado, o lucro líquido da AES foi de R$ 93 milhões, em linha com o BTG (R$ 95 milhões).

Bons resultados de energia eólica e solar

Os fracos resultados das hidrelétricas foram parcialmente compensados ​​por um bom desempenho das usinas eólica e solar, diz O BTG.

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A geração eólica aumentou 78,9% a/a devido à aquisição da usina eólica Ventus (187MW) em dez-20 e da mais forte produção eólica do WPP Alto Sertão II (+ 33,9% a / a).

A geração solar aumentou em 6,6% a/a, devido à boa irradiação na planta de Guaimbé.

Em abril, a AES concluiu a aquisição das usinas eólicas MS e Santos (159MW), que se encontram operacionais e 100% contratadas no mercado regulamentado.

Recomendação neutra para AES

A empresa também assinou dois PPAs de 20 anos no mercado livre com a Minasligas (21MW) e Ferbasa (80MW) para projetos eólicos que entrarão em operação em 2023 e 2024.

“Esses ativos proporcionarão maior diversificação da geração hidrelétrica, com a participação da capacidade eólica e solar aumentando dos atuais 20% para 29% até 2024. Nós esperamos continuar vendo a AES entregando mais negócios no setor de energias renováveis, especialmente agora, após sua reestruturação corporativa”, diz a AES.

Por fim, a recomendação do BTG é neutra para AES até R$ 17.