BTG (BPAC11): Aeris (AERI3) divulga guidance com números abaixo das expectativas

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

A Aeris (AERI3) divulgou seu guidance para 2021 e 2022. Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) afirmou que os números foram abaixo das expectativas do mercado e do BTG (em todos os aspectos), embora em linha com o discurso recente da empresa durante suas últimas interações com o mercado, que orientava para margens de curto prazo ainda voláteis devido a um efeito de mix.

Apesar dos números mais fracos que o esperado da Aeris, o BTG destaca que os números divulgados implicam uma melhora ano/ano na margem EBITDA, confirmando a mensagem de que 2021 será um ano de transição e os números devem melhorar gradualmente a partir daí, devido a um melhor mix graças às linhas de produção mais maduras.

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“Vamos revisar nossos números em breve para incorporar o guidance, mas estamos mantendo nossa classificação de compra por enquanto”, diz o BTG.

Revisão do EBITDA e do capex abaixo do consenso

Para 2021 e 2022, o BTG listou os principais números do guidance da Aeris, do consenso e do próprio BTG.

  • A produção deverá variar de 3,1 a 3,2 GW (abaixo da previsão do BTG de 4,2 GW) e 4,3 a 5,2 GW (abaixo da expectativa de 5,4 GW), respectivamente;
  • A receita líquida é esperada entre R$ 2,4 a 2,7 bilhões (abaixo da projeção de R$ 2,9 bilhões e consenso de R$ 2,7 bilhões) e R$ 3,3 a 4,0 bilhões (abaixo dos R$ 4,1 bilhões do BTG e consenso de R$ 4,0 bilhões), respectivamente;
  • O EBITDA é esperado na faixa de R$ 200 a 250 milhões (abaixo dos R$ 347 milhões do BTG e consenso de R$ 266 milhões) e R$ 300 a 450 milhões (vs. os R$ 553 bilhões do BTG e consenso de R$ 463 bilhões), respectivamente, implicando em uma margem EBITDA de 8,3 a 9,3% (vs. 11,9% do BTG e consenso de 9,9%) e 9,1 a 11,3% (vs. 13,6% do BTG e consenso de 11,6%), respectivamente;
  • O capex da Aeris deve variar de R$ 350 a 400 milhões (acima da estimativa de R$ 177 milhões) e R$ 50 a 120 milhões (vs. projeção de R$ 53 milhões).

“Os números divulgados reforçam a mensagem da empresa de que as margens devem permanecer pressionadas no curto prazo, com expectativa de melhora gradativa a/a. Enquanto isso, o capex maior do que o esperado já foi aparente no resultados do 1S21 da empresa (R$ 244 milhões, bem acima de nossos R$ 77 milhões), refletindo a conclusão do aumento da capacidade de produção”, diz o BTG.

Margens de curto prazo da Aeris permanecem pressionadas

O guidance de curto prazo da Aeris reforça a visão do BTG de um ambiente ainda volátil para as margens e retornos a patamares normalizados em 2022, refletindo que 2021 é um ano de transição para as linhas de produção da empresa.

Apesar dos números mais fracos do que o esperado, a ancoragem de expectativas deve ajudar os investidores a entender melhor a evolução da tese neste ano e no próximo.

Pensando no longo prazo, o BTG espera que as margens e os retornos da Aeris se estabilizem de 2022 em diante.

A tese de investimento permanece de uma empresa de energia limpa, alto crescimento, com retornos crescente, alavancado por vantagens econômico visíveis (estrutura de baixo custo e produtor de alta qualidade na indústria).

A classificação de compra é mantida até R$ 14.

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