BTG (BPAC11): acordo da CCR (CCRO3) terá grande efeito de redução de riscos

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Reprodução / Rodovias do Tietê

Após a CCR (CCRO3) anunciar um acordo preliminar sobre disputas judiciais com o estado de São Paulo envolvendo aditivos de concessões acertados em 2006, análise do BTG (BPAC11) afirma que a medida “terá grande efeito de redução de riscos” para a empresa.

O acordo anunciado cobre desequilíbrios em três das concessões rodoviárias da CCR: AutoBAn, ViaOeste e SPVias.

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Em suma, a CCR concordou em pagar um total de R$ 1,2 bilhão (em 15 dias, com uma pequena parcela sendo financiada), dos quais (i) R$ 352 milhões serão pagos pela AutoBAn, (ii) R$ 263 milhões pela SPVias e (iii) R$ 585 milhões pela ViaOeste.

De acordo com a avaliação preliminar do BTG, o acordo representa VPL de R$ 8,3 bilhões para CCR, dentro da faixa de expectativa (estávamos assumindo um VPL de R$ 6-12 bilhões).

Assim, o banco reforça a classificação de compra para CCR até R$ 18.

O pagamento pode gerar um forte escudo fiscal para a CCR, na opinião do BTG.

Segundo os analistas, os investidores já estavam precificando parcialmente o acordo, mas a análise preliminar aponta para o VPL adicional estando em linha com a expectativa mediana do mercado (já havíamos reduzido nosso adicional esperado de VPL no início deste ano, e o mercado também).

Grande redução do risco regulatório

O anúncio dos termos foi um marco importante neste processo de longa duração, com valor de desbloqueio e risco de mitigação, o último por restabelecer a credibilidade do marco regulatório das concessões no estado de São Paulo.

Além da importante redução do risco regulatório, o BTG lembra outros grandes eventos corporativos ocorrendo para a CCR este ano:

Cases da Bolsa

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  • Em março, anunciou que sua subsidiária ViaQuatro e o Estado de São Paulo assinaram dois aditivos contratuais para estabelecer o reequilíbrio econômico do contrato de concessão;
  • Também em março, a CCR anunciou a assinatura de um acordo de aditamento ao contrato de concessão da ViaMobilidade, permitindo-lhe realizar estudos e fazer futuros investimentos para implantação da ampliação das Linhas 5 (Lilás) e 17 (Ouro) do sistema público de trem de São Paulo;
  • Em abril, o Consórcio ViaMobilidade, liderado pela CCR, foi a licitante vencedora das Linhas 8 e 9 da Companhia Paulista de Trens Públicos (CPTM);
  • Ainda em abril, a CCR arrematou os blocos do aeroporto Sul e Centro em um leilão realizado pelo governo federal do Brasil;
  • Em maio, a CCR divulgou fato relevante anunciando a intenção do Grupo Andrade Gutierrez de vender a totalidade de sua participação na empresa de infraestrutura, após receber oferta da empresa de private equity IG4;
  • Também em maio, a CCR divulgou fato relevante informando que a ANTT aprovou a retomada da rodovia federal BR-163/MS para o trecho administrado pela subsidiária MSVia.