BTG (BPAC11) vê ações de shoppings atraentes com visão de longo prazo

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em relatório, assinado pelos analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, o BTG escreveu que segue com visão positiva para as ações de shoppings no longo prazo.

Isso porque, segundo o banco, os shoppings têm sido resilientes e a avaliação é atraente.

No entanto, os resultados do primeiro trimestre de 2021 resultados definitivamente serão impactados por restrições.

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Dessa forma, o banco diz que tem tem sido difícil encontrar um gatilho para as ações, mas acredita que com certeza será dependente da reabertura de shoppings (o que deve ser consequência de um processo mais rápido ritmo de vacinação).

Reabertura lenta dos shoppings

A maioria dos shoppings ainda está fechada, mas alguns já estão começando a reabrir. A pandemia no Brasil continua dramática, com utilização de leitos de UTI no pico níveis (acima de 90% em 20 estados), enquanto infecções e mortes também permanecem altas.

Consequentemente, autoridades estão mantendo restrições às operações de varejo na maioria dos lugares (impactando shoppings), mas recentemente vimos algumas restrições sendo retiradas em algumas cidades onde o
cenário melhorou um pouco.

Reabertura de shoppings em Salvador, Curitiba, Campo Grande e Vila Velha

Nos últimos dias, shoppings reabriram em algumas cidades, mas com horário de funcionamento limitado: em
Salvador (BA), os shoppings funcionam das 10h às 19h (mas fecham às segundas-feiras e Domingos).

Em Curitiba, os shoppings podem ficar abertos das 11h às 20h de segunda a sexta-feira (com 50% da capacidade).

Já a reabertura de shoppings em Campo Grande (MS).

Enquanto isso, os shoppings de Vitória / Vila Velha (ES) funcionam de quarta a sexta, das 12h às 20h.

A prefeitura de Cuiabá decidiu suspender as operações dos shoppings.

São Paulo e Rio de Janeiro mantiveram restrições

As duas maiores cidades brasileiras (que também representam a maior exposição da operadores de shopping centers) estão mantendo restrições às operações dos shoppings – os shoppings estão fechado, e apenas lojas essenciais (supermercados, drogarias, etc.) podem permanecer abrir.

Agora, os dois estados (SP e Rio) têm 91% dos leitos de UTI ocupados, ou seja, deve levar algum tempo para ver as restrições totalmente suspensas nessas regiões, embora o BTG considere que o cenário melhorou marginalmente recentemente.

Reabertura teve impacto positivo nas empresas listadas

A recente reabertura de shoppings (Salvador, Curitiba, Campo Grande e Vila Velha) e apenas o fechamento de uma cidade (Cuiabá) impactou positivamente as companhias abertas, exceto Iguatemi e CCP (que não tiveram alterações).

Aliansce Sonae (ALSO3) tem 43% de GLA aberto (de 36%); BR Malls (BRML3) 41% (vs. 25% antes); CCP (CCPR3) inalterado com 10% do GLA aberto; Iguatemi (IGTA3) também estável com 21%; JHSF (JHSF3) está em 44% (de 23%); e 33% da ABL aberta da Multiplan (MULT3), contra 26%.