Conheça os 12 FIIs recomendados pelo BTG (BPAC11) para fevereiro

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
1

Foto: FIIs: Atualiza-se carteira para julho; entra HGCR11 e sai KNIP11

A carteira recomendada de Fundos Imobiliários do BTG (BPAC11) para o mês de fevereiro é composta por doze ativos.

O banco recomendou a compra de SARE11 com participação de 10,0% e, simultaneamente, sugeriu a venda de HSML11 (5,0%) e XPML11 (5,0%). O restante da carteira permaneceu inalterado em relação à janeiro de 2021.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Os doze fundos que compõem a carteira estão divididos entre: recebíveis (27,5%), galpões logísticos (27,5%), híbrido (25,0%) e lajes corporativas (20,0%).

A carteira recomendada do BTG apresenta um dividend yield anualizado de 6,8% e um dividend yield para os próximos 12 meses de 6,5%, enquanto as cotas destes fundos sugeridos negociam na média próximo aos seus valores patrimoniais.

Em termos de liquidez, a carteira possui um volume médio diário de negociação de aproximadamente R$ 4,3 milhões.

Indústria de Fundos Imobiliários

O principal índice de Fundos ImobiliáriosIFIX, teve uma alta de 0,3% em janeiro, com destaque para os fundos de recebíveis imobiliários que continuaram chamando atenção pelos Dividend Yields (10,9% DY médio vs. 7% IFIX) beneficiados pelos repasses de inflação.

O mercado de Fundos Imobiliários continua atraindo cada vez mais novos investidores, 2020 terminou com crescimento de 55% no número de investidores contra dezembro de 2019, atingindo 1.172 milhões.

Este ano tem tudo para replicar e superar 2019 e 2020, tanto em número de ofertas quanto em número de investidores.

Até o último dia de janeiro de 2021, havia mais de R$ 3,15 bilhões em ofertas sendo analisadas pela CVM, além de R$ 1,96 bilhão em ofertas já registradas.

O BTG continua otimista com o mercado imobiliário apesar do cenário desafiador de curto prazo, uma vez que as taxas de juros estão em seu menor patamar histórico, tornando o investimento em Fundos Imobiliários atrativo.

No curto prazo, o banco vê que a crise afetou principalmente as distribuições de proventos, devido a uma menor atividade da economia, mas que, dada a precificação atual dos ativos, acredita ser uma boa oportunidade de comprar fundos de qualidade por um preço abaixo do valor patrimonial.

Assim, o BTG entende que o setor imobiliário tende a apresentar uma boa performance nos próximos anos, com valorização no valor dos ativos.

O BTG destaca que uma carteira diversificada (entre diferentes gestores e segmentos do mercado imobiliário) e com ativos de tijolo de alta qualidade e bem localizados é a melhor forma de amenizar o momento de estresse atual e ainda aproveitar para maximizar o retorno durante a recuperação.

Confira a carteira de FIIs do BTG:

FIIsTicker
Santander Renda aluguéisSARE11
XP LOGXPLG11
RBR Redimento High GradeRBRR11
BTG Crédito ImobiliárioBTCR11
Kinea Rendimentos ImobiliáriosKNCR11
Capitânia Securities IICPTS11
BTG Pactual LogísticaBTLG11
HSI LogísticaHSLG11
RBR PropertiesRBRP11
BTG Pactual Corp OfficeBRCR11
Rio Bravo Renda CorporativaRCRB11
CSHG Real EstateHGRE11

FII RBR Rendimento High Grade (RBRR11)

O RBRR11 é um fundo de recebíveis imobiliários que tem o objetivo de investir em títulos e valores mobiliários por diferentes veículos. O diferencial do fundo é o investimento em operações exclusivas de originação própria, o que permite ao fundo customizar taxas, prazos e garantias atreladas à operação.

A escolha do RBR Rendimento High Grade está baseada nos seguintes fatores: carteira diversificada; garantias robustas e localizadas em regiões premium; time de gestão de ponta com experiência no setor imobiliário; e boa liquidez.

FII BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCR11) 

O BTCR11 é um fundo que busca adquirir papéis de empresas consolidadas, com foco no longo prazo e na preservação do capital investido. Sendo assim, a recomendação do BTG está pautada nos seguintes pilares: carteira de crédito pulverizada; excelente gestão; garantias robustas; e devedores com bom risco de crédito.

FII Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) 

O KNCR11 busca investir os seus recursos em preferencialmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), podendo investir também em Letras de Crédito Imobiliários (LCI).

O KNCR11 é um dos maiores fundos do segmento de recebíveis e tem como estratégia adquirir papéis de empresas consolidadas em seus setores de atuação.

Capitânia Securities II FII (CPTS11) 

O CPTS11 é um fundo que busca adquirir papéis majoritariamente high grade podendo investir também em cotas de outros fundos imobiliários. Sendo assim, a recomendação do BTG para o CPTS11 está pautada nos seguintes pilares: carteira de crédito pulverizada; excelente gestão; garantias robustas; e devedores com bom risco de crédito.

XP Log FII (XPLG11)

O XPLG11 é um fundo que atua no segmento de galpões logísticos e industriais. Os ativos que compõe a carteira do fundo estão distribuídos entre os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O setor de galpões logísticos foi um dos menos impactos pela pandemia, por conta da necessidade de distribuição de produtos nesse momento, bem como a tipicidade dos contratos de locação que, muitas vezes, apresentam clausulas rígidas em relação ao inadimplemento e a rescisão antecipada.

BTG Logística FII (BTLG11)

O BTG Logística FII visa obter renda e ganho de capital através da exploração de empreendimentos imobiliários focados em operações no segmento de logística. Atualmente o fundo possui exposição nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste – localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Ceará.

O BTLG11 possui portfólio diversificado em diversas regiões, com maior exposição à São Paulo. O fundo também tem grande exposição à contratos atípicos e boa liquidez.

HSI Logística FII (HSLG11)  

O HSLG11 é um fundo de galpões logísticos que visa obter renda através do investimento em imóveis de perfil logístico. Esses investimentos podem ser realizados através de operações típicas de compra e venda, ou através de operações built-to-suit ou sale-leaseback.

O fundo tem portfólio diversificado e de alto padrão, imóveis localizados em regiões metropolitanas num raio inferior a 35km da capital mais próxima e carteira de locatários de qualidade.

FII RBR Properties (RBRP11) 

O RBR Properties é um fundo hibrido que investe em diferentes tipos de imóveis e em cotas de outros FIIs.

Conforme o BTG, a recomendação para o RBRP11 está sustentada nos seguintes pilares:

  • carteira diversificada em vários ativos imobiliários;
  • alocações que geram valor ao cotista;
  • excelente gestão;
  • flexibilidade para investir conforme o surgimento de oportunidades; e
  • boa liquidez.

Santander Renda de Aluguéis (SARE11) 

O SARE11 obtém renda através da exploração de ativos localizados preferencialmente em São Paulo e Rio de Janeiro.

O fundo possui portfólio composto por excelentes ativos e bem localizados e contratos de locação de longo prazo. Além disso, apresenta yield atrativo e descontado em relação ao seu valor patrimonial.

BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11) 

O BRCR11 é um fundo de lajes corporativas que visa investir em edifícios de alto padrão denominados “AAA”.

O BTG acredita que mesmo nesse cenário de curto prazo desfavorável, o segmento de lajes corporativas atrelado à ativos premium deverá ter um bom desempenho nos próximos anos, em virtude do baixo nível de vacância dado o baixo nível de lançamentos previstos.

FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) 

O RCRB11 é um fundo de lajes corporativas que busca adquirir escritórios de alto padrão construtivos localizados nas principais regiões de negócios dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, como Avenida Paulista, Avenida Juscelino Kubitschek e a Vila Olímpia.

CSHG Real Estate FII (HGRE11) 

O CSHG Real Estate FII tem como objetivo a aquisição de ativos imobiliários de perfil corporativo prontos ou em construção, localizados nas principais regiões do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre) visando obter renda através da sua exploração comercial, ou para posterior alienação.

Segundo o BTG, o HGRE11 possui bons ativos atrelados a contratos de longo prazo. Além disso, o banco destaca a perspectiva positiva para o segmento de lajes corporativas, excelente liquidez e  boa gestão.

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo