BTG enxerga bom cenário para shoppings no longo prazo

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Foto: Pixabay

Não há dúvida que o aumento nos casos de Covid-19 são notícias negativas, já que os shoppings estão tendo que fechar as portas novamente.

O BTG (BPAC11) acredita que esse cenário pode durar um pouco mais. Isso porque o Brasil vacinou somente 3% da população até agora e o número de mortes por Covid-19  estão no pico desde o início da pandemia.

No entanto, o banco reconhece que este cenário negativo já está precificado nas ações de shoppings (eles ainda estão perto do nível mais baixo atingido em março de 2020, que é de 40-50% mais baixo do que os níveis pré-Covid).

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Dessa forma, o BTG acredita que, para os investidores de longo prazo, a avaliação oferece um bom ponto de entrada, uma vez que as vacinas (e uma normalização) estão em andamento.

As medidas são diferentes em cada de cidade

As restrições em cada uma das região são diferentes. Em alguns lugares, eles são mais graves (por exemplo, em Região Centro-Oeste e Sul – os estados de Goiás, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul – shoppings terão que ficar fechados, apenas “lojas essenciais” tem permissão para abrir – supermercados, drogarias, etc.).

No estado de São Paulo, restrições dependem de cada cidade (alguns estão mantendo os shoppings fechados, enquanto outras cidades estão permitindo shoppings a serem inaugurados, mas com capacidade reduzida e menor horário de funcionamento).

Alguns outros estados (por exemplo, Bahia) estão implementando restrições apenas durante os fins de semana.

Administradoras de shoppings foram impactadas em diferentes níveis

Com as restrições mencionadas, as empresas listadas passaram a sentir os impactos sobre o nível de ABL aberto. As empresas listadas são impactadas por esta nova rodada de restrições:

  • Aliansce Sonae (ALSO3) passou a ter 73% da sua ABL permitida (ou 89%) de NOI);
  • BR Malls (BRML3) possui 73% da ABL aberta dos shoppings (78% do NOI);
  • CCP (CCPR3) tem 90% de ABL aberta (apenas o Shopping Cerrado está fechado);
  • Iguatemi (IGTA3) tem 76% da ABL aberta (78% de NOI);
  • JHSF (JHSF3) é a única empresa com 100% de ABL ainda aberta (mas com restrições); e
  • Multiplan (MULT3) tem 70% da ABL aberta (79% do NOI).