BTG: Azul (AZUL4) planeja entregar Ebitda maior em 2022 do que em 2019

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação Azul

Em relatório, assinado pelos analistas, Lucas Marquiori e Fernanda Recchia, o BTG escreveu sobre os destaques da sessão de ontem (17) com a administração da Azul (AZUL4).

O principal destaque é que a operadora aérea planeja entregar Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) maior em 2022 (em termos nominais) do que em 2019.

A companhia também espera alcançar os níveis de rendimento de 2019 até o último trimestre  de 2021 por meio de uma tendência de alta gradual m / m (já considerando o provável fraqueza em março devido ao menor RPK).

De acordo com o BTG, a Azul está confiante sobre o ramp-up de seu negócio de logística, com o objetivo de dobrar de tamanho este ano (vs. 2019).

Com desaceleração da demanda desde o início de março devido a o aumento dos casos de Covid-19 no Brasil. A Azul atualmente têm operado cerca de 500 voos diários (abaixo de ~ 750 em janeiro, mas ainda mais do que seus principais concorrentes).

No entanto, a desaceleração foi mais suave do que o esperado. De maneira geral, a sólida recuperação da demanda por viagens aéreas nos EUA traz otimismo para o mercado interno brasileiro uma vez que a campanha de vacinação
avança.

Em suma, o reunião mostrou que a Azul está implementando as medidas necessárias para minimizar a queima de caixa durante a temporada mais difícil de março a abril, ao mesmo tempo que preparava o terreno para demanda mais forte a partir do segundo trimestre.

Olhando para o futuro, o BTG vê a implementação da vacinação como o principal catalisador de para a ação. Dessa forma, o BTG recomenda compra para Azul, com preço-alvo de R$ 47,00.

Tendências para rendimentos médios da Azul

Conforme o BTG, o volume de passageiros da Azul é mais distribuído em todo o país do que seu principal  concorrente, já que atualmente está voando para 117 destinos (contra quase o dobro dos concorrentes).

A Azul também continua sendo a única transportadora em cerca de 80% das rotas que opera (vs. 70- 75% no ano passado).

Com relação aos rendimentos médios, a companhia aérea tem visto uma melhora constante mês a mês, embora se espere que março reverta essa tendência devido à menor demanda.

Os executivos da Azul destacaram que seu rendimentos corporativos sofreram menos do que a média do mercado devido à menor sobreposição de rotas, permitindo-lhe manter seu preço premium.

Governo deve manter incentivo fiscal

A Azul espera que o governo remova o imposto sobre arrendamento de aeronaves (a isenção expirou este ano e agora o governo planeja manter o incentivo), pois é uma prática comum em todo o mundo.

Além disso, o efeito líquido da devolução do imposto impactaria negativamente as companhias aéreas.

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