BTG: Arezzo (ARZZ3) é resiliente e tem espaço para crescimento

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

Em um relatório detalhado das operações da Arezzo (ARZZ3), o BTG Pactual (BPAC11) avaliou que a empresa tem resiliência combinada com novos caminhos de crescimento pela frente.

A visão positiva do BTG sobre a Arezzo se dá por três fatores.

Primeiro é pela expansão resiliente no mercado local (auxiliada pelo crescimento do comércio eletrônico e multicanal nos próximos anos).

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O segundo fator são as novas marcas da empresa, como Vans e Reserva.

O terceiro são os resultados mais saudáveis ​​na operação nos EUA, com base em canais de atacado e comércio eletrônico.

Vans e Reserva abrem novos caminhos

Segundo o BTG, há anos a Arezzo é vista como uma empresa premium no varejo brasileiro, justificando seu valuation mais alto, com alta execução na gestão da marca e sua operação bem sucedida do modelo de franquias.

“Sua alta participação no mercado de calçados brasileiros (em seu nicho) poderia significar menos espaço para crescimento no mercado local, apesar de manter um ritmo de abertura de lojas sólido. Mas a mudança do ano passado para se tornar um distribuidor exclusivo de Vans no Brasil e a recente aquisição da Reserva (no segmento de vestuário) abrem novos caminhos de crescimento”, afirmam os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi.

A participação na Vans adicionou cerca de R$ 240 milhões em receitas (a partir de 2019) para a Arezzo, diz o BTG.

“Como o Brasil é um ambiente difícil para jogadores estrangeiros operarem por conta própria, vemos muitas oportunidades para a Arezzo. Recentemente ela anunciou a aquisição da marca de vestuário brasileira Reserva (R$ 435 milhões em vendas em 2019) em um negócio de R$ 715 milhões”, diz o BTG.

Ecommerce em alta da Arezzo

Enquanto o comércio eletrônico (pré-pandemia) representou apenas cerca de 10% das vendas totais da Arezzo, a empresa progrediu rapidamente durante os últimos meses.

Assim, ela está bem posicionada para alavancar sua base de lojas para o multicanal, analisa o BTG.

Depois de abrir um novo CD especificamente para comércio eletrônico em 2019, a empresa pretende escalar sua posição multicanal.

No terceiro trimestre, a Arezzo disse que o formato “click-and-collect” estava disponível em 64% das lojas (vs. 56% no 2T20).

Nesse período, após o lançamento de sua plataforma de marketplace em agosto, a empresa lançará oficialmente o ZZMALL em 19 de novembro, com suas próprias 7 marcas e 30 marcas de terceiros. Assim, o negócio teve ter 500 mil SKUs, o que deve incluir segmentos como calçados, vestuário e joalheria.

Confira os resultados do 3TRI20 da Arezzo.

Reavaliação de Arezzo

O BTG reavaliou a Arezzo e elevou o preço-alvo do ativo. Assim, o valor teto de compra recomendado é de R$ 80/ação.

Segundo as novas estimativas, a empresa alcançou um CAGR final de 18% nos próximos 5 anos. Assim, justificam-se os múltiplos maiores em comparação com os pares de varejo.

As incorporações de Vans e Reserva implicaram em uma alta de 16% em relação aos preços atuais, com Arezzo sendo negociada atualmente a 32x P/E (preço/lucro) 2021 e 27x P/E 2022.

As principais diferenças em relação às estimativas anteriores (além da incorporação da Reserva) são as perspectivas de crescimento um pouco mais fortes na operação brasileira (impulsionado principalmente por ecommerce) e números mais saudáveis ​​da divisão dos EUA.

Perspectivas futuras para Arezzo

O BTG cita uma série de estimativas para a Arezzo (sem considerar a Reserva). Essas projeções foram levadas em conta para projetar o modelo de análise.

  • A Arezzo deve abrir 40 lojas franqueadas/ano até 2025, com expansão de vendass de 4,5%/ano de 2019 até 2025;
  • As vendas no mercado interno devem crescer 9%/ano até 2025. As vendas no mercado externo devem crescer 15%/ano de 2019 a 2025;
  • Estimativa que a margem bruta cresça 90 pontos-base a/a contra os níveis de 2019 até 2025;
  • Ebitda ajustado crescendo 12%/ano, em média, até 2025, com a margem Ebitda atingindo 18% em 2025;
  • Resultado líquido crescendo 14% no mesmo período.

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