Os números operacionais do quarto trimestre de 2020 divulgados pela Aliansce Sonae (ALSO3) foram resilientes, mas abaixo do esperado, diz o BTG Pactual (BPAC11).
As receitas totalizadas foram de R$ 217 milhões (-19% a/a; 2% abaixo da estimativa), enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 146 milhões (-29% a/a), com uma margem de 67,4% (460bps abaixo da projeção do BTG).
O FFO de Aliansce Sonae foi de R$ 0,34/ação (-40% a/a; 21% abaixo do BTG), enquanto o resultado final foi um lucro de R$ 5,2 milhões (-95% a/a), impactado pela baixa de um lote de terreno.
Números operacionais sólidos
Os números operacionais da Aliansce Sonae foram bastante sólidos no quarto trimestre, considerando todos os indicadores, diz o BTG.
O SSS caiu “apenas” 11,6% a/a e o SSR caiu 5,9% a/a, ressalta o BTG.
Por outro lado, a empresa manteve os custos de ocupação dos inquilinos em um nível baixo de 9,5% das vendas (+ 40bps a/a) e a inadimplência em 5,2%.
“A Aliansce Sonae também conseguiu aumentar sua taxa de ocupação para 95,8%, o que é positivo em um cenário de Covid-19”, destacam os analistas.
Recomendação de compra para Aliansce Sonae
O P&L da Aliansce Sonae ficou abaixo das estimativas do BTG, mas eles acreditam que os números operacionais são muito mais relevantes nesta fase. Assim, o banco diz que gostou dos resultados do 4T20 (com indicadores claros de que a carteira permanece saudável).
Achamos que o cenário para os shoppings no semestre é difícil, já que os casos de Covid-19 aumentaram e vários shoppings estão fechados.
“Mas a vacinação é uma realidade e a avaliação é excessivamente descontada, portanto, nossa avaliação é de compra”.
A recomendação é de compra até o preço-teto de R$ 41.






