Bruno Funchal é nomeado secretário do Tesouro; substitui Mansueto

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: agencia_brasil_antonio_cruz-min

Na edição desta quarta-feira (15) do Diário Oficial da União foi publicada a nomeação do economista Bruno Funchal para o cargo de secretário do Tesouro Nacional.

Funchal substitui Mansueto Almeida, que estava no cargo desde 2018, e anunciou há um mês intenção de sair do governo.

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Em junho, o Ministério da Economia divulgou nota, informando sobre a saída do então secretário do Tesouro.

“O Ministério da Economia agradece a Mansueto Almeida pelo compromisso com a equipe que chegou com o novo governo e por todo trabalho realizado à frente do Tesouro Nacional em prol do reequilíbrio das contas do país.”

Funchal: formação

De acordo com a Agência Brasil, Funchal é bacharel pela UF), com doutorado em economia pela FGV e pós-doutorado pelo Impa.

É também professor titular da Fucape Business School e foi pesquisador visitante na Universidade da Pensilvânia.

Em 2017 e 2018, Funchal foi secretário de Fazenda do Espírito Santo e um dos responsáveis pelo processo de ajuste das contas públicas promovido pelo estado.

Desde o início do governo Jair Bolsonaro integra a equipe da Secretaria de Fazenda.

Ele também é um dos técnicos responsáveis pela elaboração do projeto do Pacto Federativo que tramita no Congresso Nacional.

Tesouro: déficit

Mansueto vinha ressaltando que a dívida bruta do Brasil em 2020 seria maior do que a projetada.

Dessa forma, o rombo nas contas públicas do Tesouro pode chegar a R$ 800 bilhões, estimou recentemente.

Para ele, o governo precisa manter o compromisso com o teto de gastos para limitar o avanço das despesas e um crescimento do déficit público.

Até então, o Ministério da Economia previa um déficit primário do setor público de R$ 708,7 bilhões para este ano.

Mas a Instituição Fiscal Independente (IFI) e economistas já preveem um déficit de até R$ 900 bilhões.

No entanto, Mansueto descarta alteração da Constituição para flexibilizar o teto de gastos.

Segundo ele, ao ultrapassar o teto o governo poderia elevar o juro, o risco-país, a carga tributária e aumentar o período de restrição.

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