BRF (BRFS3) pode reduzir abate diante do coronavírus

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: BRF/Divulgação

A BRF (BRFS3) sinalizou na quarta-feira (15) que pode reduzir o ritmo de abate de animais. A medida ainda não foi tomada pela empresa. Mas pode ser necessária caso a contaminação de funcionários pelo novo coronavírus aumente, informou o Valor Econômico.

A informação foi dada pelo CEO global da BRF, Lorival Luz. Em live promovida pela corretora Necton, ele afirmou que a empresa tem um “plano claro” para ajustar a produção caso seja necessário.

Questionado se já havia reduzido o plantel nas granjas, o executivo afirmou que “ainda não”. “Quando digo ainda é por que a gente não consegue prever o dia de amanhã”. Mas dado o cenário dos Estados Unidos – dezenas de frigoríficos do país reduziram a produção ou fecharam plantas por causa dos elevados índices de contaminação entre funcionários -, a possibilidade existe, disse o executivo.

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“Não é impossível, até pela experiência nos EUA. A gente pode ter algum nível de contaminação que faça com que tenha que reduzir a velocidade da linha [de produção]”. Porém, os casos entre funcionários da BRF estão contidos, bem como no segmento em geral.

Além da velocidade de abates, o plantel nas granjas também teria de ser cortado em um cenário mais grave. “Se tem diminuição da produtividade da fábrica, tenho que assegurar que minha cadeia que venha de trás seja adaptada ao mesmo nível que sou capaz de produzir. Se não, começo a gerar acúmulo no campo”, justificou Lorival.

Diante do quadro de riscos e da necessidade de manter o abastecimento de alimentos no país, o CEO da BRF lembrou que a companhia já havia ampliado os estoques de produtos, deslocando-os para mais próximo dos clientes – atualmente, o varejo.

 

BRF tem seis casos de funcionários com coronavírus

A BRF já confirmou seis casos de coronavírus entre os funcionários. Eles foram afastados preventivamente antes de terem o diagnóstico positivo. Os colaboradores que tiveram contato com os contaminados também foram afastados. “Todos passam bem, estão recebendo o tratamento adequado”, informou a BRF. Mas a empresa não revelou as plantas onde os trabalhadores atuavam.

No sábado, a prefeitura de Concórdia (SC) informou o primeiro caso de uma trabalhadora de um abatedouro de Ipumirim, cidade vizinha, pertencente à Seara, do grupo JBS. Depois, mais dois trabalhadores da mesma unidade testaram positivo para coronavírus. Os trabalhadores foram afastados.