BRF (BRFS3): peste suína na China puxou vendas internacionais, diz CEO

Osni Alves
Jornalista | osni.alves@euqueroinvestir.com
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Foto: BRF (BRFS3): peste suína na China puxou vendas internacionais, diz CEO

Presidente global da BRF, Lorival Luz disse que os efeitos positivos da peste suína na China para a companhia estão longe do fim. Ele participou de teleconferência nesta manhã (11).

Isso porque no primeiro trimestre, período que teve os resultados divulgados ontem pela BRF, a companhia brasileira aumentou as vendas para a China em quase 90%.

A fala do executivo diz respeito ao impacto da peste suína africana no país asiático, que reduziu drasticamente o plantel chinês.

Nesse cenário, informou, os efeitos positivos sobre as exportações da empresa devem se prolongar. A alta desses indicadores fez as ações da companhia dispararam 11% após a divulgação.

Vice-presidente responsável pela área internacional da BRF, Patricio Rohner elencou que a demanda da China está ainda melhor do que as expectativas iniciais, que já eram positivas, dada a grande necessidade do país para suprir a escassez de carne.

Segundo Rohner, até havia alguma dúvida sobre o impacto da abertura da China à carne de frango, o que poderia afetar a competitividade do produto brasileiro.

Entretanto, a Covid-19 afetou a produção de carnes nos EUA, com diversos frigoríficos fechados, o que limitou o impacto da concorrência americana.

O prejuízo reportado pela BRF (BRFS3) referente ao primeiro trimestre de 2020 foi afetado pelo acordo com investidores dos EUA, bem como pelos efeitos do câmbio.

Presidente global da companhia, Lorival Luz elencou a “importância de encerrar o acordo de processo, virar a página e avançar na operação da companhia”.

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Indicadores positivos

Conforme Luz, a BRF apresentou crescimento de 8,1% no volume de vendas, crescimento de 14,9% nos processados Brasil, e crescimento de 13% em participação nos mercados internacionais impulsionado pela China.

Em relação aos impactos da Covid-19, Luz informou que a demanda se manteve estável e permaneceu estável de forma agregada no Brasil.

“Nas exportações, não tivemos impacto com relação ao coronavírus e mantivemos o fluxo como planejados”, disse.

E acrescentou: “aumentamos nossa base de clientes no Brasil e tivemos crescimento na receita. Também tivemos crescimento robusto nos mercados internacionais.”