BRF (BRFS3): Kapitalo Investimentos passa a deter 5,02% de participação

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: BRF/Divulgação

A BRF (BRFS3) informou nesta sexta-feira (11) que a Kapitalo Investimentos adquiriu ações ordinárias da empresa ao ponto de suas participações alcançarem 5,02% do capital social da BRF.

São 40.760.522 ações ordinárias e American Depositary Receipts.

A Kapitalo declarou que o objetivo do aumento das participações societárias é estritamente de investimento.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

A BRF “ressalta que não possui controle acionário definido, sendo suas ações dispersas no mercado em geral”.

Rodovias do Tietê (RDVT11) informa sobre vencimento antecipado de debêntures

No mesmo dia, Assembleia Geral de Debenturistas da Rodovias do Tietê (RDVT11), em recuperação judicial, suspendeu a deliberação quanto a excussão das garantias da emissão, em decorrência do vencimento antecipado das debêntures.

Fica excepcionada da suspensão o acesso de valores das contas reservas apenas para o pagamento de despesas urgentes dos debenturistas, caso necessário, informa a empresa.

“A suspensão aqui deliberada não significa nenhuma renúncia de direitos, apenas reflete a intenção dos debenturistas de obter solução de comum acordo”, segue.

Após emitir, desde 2015, vários títulos de dívida (para custear os investimentos prometidos na malha rodoviária sob sua concessão), a RDVT11 entrou num moroso processo de recuperação judicial, a partir de 2019.

Às voltas com um processo de recuperação judicial paralisado, a Concessionária Rodovias do Tietê tentou em junho de 2020, mais uma vez, tranquilizar seus credores debenturistas.

A empresa fez uma live, para mostrar sobre a constituição do fundo “Journey Capital”.

Para evitar que os debenturistas continuassem em ‘situação de risco’, explica o gestor Roge Rosolini, foi criado o fundo Journey RDVT11.

Segundo ele, foi uma alternativa importante para os debenturistas que estão navegando essas incertezas dispersos.

“Nós acreditamos que sob um único fundo, esse processo se dá com menos riscos, maior poder de negociação e rapidez”, disse.

O fundo para unir os debenturistas foi iniciativa da Journey Capital (gestora de renda fixa e reestruturação de empresas) em parceria com a Vitreo, sob as regras da ICVM 555.

Segundo Rosolini, a ideia era reunir o maior número de pessoas possível dentro de um único veículo (fundo RDVT11), para que os debenturistas “tivessem como negociar seus papéis no mercado secundário e minimizar prejuízos”.