BRF (BRF3) reporta bons resultados no 3TRI21, diz BTG (BPAC11)

Bruno Bravo Duarte
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

O relatório do BTG Pactual (BPAC 11) aponta que a BRF (BRF3) obteve um bom terceiro trimestre (3TRI21), com a margem bruta mais forte do que o esperado. Foi reportado pela empresa o EBITDA na linha de R$1,36 bilhão, com a margem de 11% e vendas na faixa do R$ 12,4 bilhões.

Apesar da margem bruta mais forte, o prejuízo líquido foi o de R$ 277 milhões e a queima de caixa de R$ 509 milhões contribuiu para um lucro de R$ 76 milhões.

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O fluxo de caixa livre (FPF) chegou aos R$ 270 milhões com o ajuste de acordo com o mercado da opção de venda no MENA pela aquisição de ativos de alimentos na linha mercado pet.  Vale lembrar, que o IFRS16 subiu para o preocupante número de 3,8x.

BTG (BPAC 11): Bons resultados no Brasil

O atual momento da BRF no Brasil é sólido devido ao aumento dos preços e aos custos dos produtos. A EBITDA marcou os 13,7%, cerca de R$ 878 milhões que está 23% acima das estimativas.  A margem bruta melhorou 500 bps t/t, para 23,2% já que os preços 8% t/t.

Em relação ao lucro bruto, o crescimento foi de 12% para R$ 2,625 bilhões no terceiro trimestre com destaque para a Sadia, que pertence a BRF3, no topo do ranking do setor alimentício no Brasil.

A BRF não divulgou os seus dados de acordo com a participação no mercado. De acordo com o BPAC11, a queda de 3% ao ano nos volumes de FPP sugerem uma repetição de índices negativos.

No exterior, os resultados foram decepcionantes devido a queda dos preços na China, com retenção de 5% na Ásia. A margem EBITDA chegou na faixa dos 7,5%, que é a mais baixa desde 2018.

Melhor Risco Retorno

A inflação e a alta do preço da carne bovina no Brasil influenciaram diretamente no custo de produção e comercialização de rações para o mercado pets. Em contrapartida, o BTG Pactual acredita em estabilização no curso dos grãos disponibilizados no mercado pela BRF3.

O alto endividamento em um ano da empresa e o aumento das taxas, podem prejudicar ainda mais a conversão de caixa. Existe também a preocupação em relação aos 33% que foram adquiridos pela Marfrig. Para a instituição financeira, a BRF continua sendo uma história binária que dependerá de sua capacidade de expansão.