Braskem (BRKM5) vendas dos principais químicos caem 3% em relação ao 4T20

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Braskem

A Braskem (BRKM5) divulgou na sexta-feira (30) o relatório de produção e vendas do primeiro trimestre de 2021.

No mercado brasileiro, as vendas dos principais químicos, que inclui produtos como propeno, gasolina, benzeno e tolueno, recuaram 3% em relação ao quarto trimestre de 2020.

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Desse modo, passou de 813.083 toneladas no quarto trimestre para 790.007 toneladas no trimestre seguinte.

De acordo com a companhia, a redução se deu em função da menor disponibilidade de produto, dada a menor taxa de utilização das centrais petroquímicas.

Na comparação anual, as vendas no mercado brasileiro aumentaram 17%. O destaque foi para as vendas de gasolina (+20%), devido aos impactos da Covid-19 na demanda por combustível no trimestre, e benzeno (+21%), em função do mercado aquecido de poliestireno.

Já as exportações reduziram 3% ante ao quarto trimestre de 2020 devido a estratégia de priorização ao atendimento do mercado brasileiro. Na comparação anual, a exportação dos principais químicos se manteve estável.

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Venda de resinas sobe 8%

No Brasil, a companhia registrou aumento de 8% nas vendas de resinas na comparação anual.

Em relação ao quarto trimestre de 2020, a queda foi de 5%, explicada pela queda da demanda no mercado brasileiro e pela menor disponibilidade de produto no período.

No primeiro trimestre, as exportações de resinas da Braskem recuaram 41% na comparação anual.

De acordo com a empresa, esse movimento é explicado pelo foco da companhia de priorizar o atendimento do mercado brasileiro.

Ante o quarto trimestre de 2020, as exportações de resinas caíram 15%.

Desempenho Industrial

A Braskem afirmou ainda que a taxa de utilização de centrais petroquímicas no Brasil foi de 82% no primeiro trimestre, queda em relação ao trimestre anterior (-3 p.p.), principalmente, em função de pit stop (rápida parada de manutenção programada) ocorrido na central petroquímica do Rio Grande do Sul.

Em relação ao primeiro trimestre de 2020, a taxa de utilização das centrais petroquímicas no Brasil foi superior (+2 p.p.), em função da parada não programada da central petroquímica do Rio Grande do Sul no trimestre do ano anterior.