Braskem (BRKM5) inclui mais 2 mil imóveis em acordo judicial

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Braskem

A Braskem (BRKM3 BRKM5 BRKM6) comunicou que resolveu em comum acordo com a Defensoria Pública do Estado de Alagoas, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE) e a Defensoria Pública da União (DPU), incluir cerca de 2 mil imóveis adicionais no Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF).

A empresa trata do evento geológico em Alagoas, na qual foi considerada responsável.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que a atividade de mineração na região provocou rachaduras em milhares de imóveis.

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Em 2018, começaram a surgir essas rachaduras em casas nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió.

Na região, a petroquímica operava uma mineração de sal-gema.

É um tipo de cloreto de sódio utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC.

Braskem atualiza

Essa nova estimativa substitui a anterior de 800 imóveis adicionais, conforme divulgado em 15 de setembro.

Naquela ocasião, a Braskem estimava que, para a implementação das potenciais novas medidas, deveria dispor de R$ 3,3 bilhões.

“Este montante inclui o valor em relação aos potenciais impactos de curto prazo e é adicional aos valores anteriormente provisionados pela companhia”, dizia.

Apesar do aumento dos gastos relacionados ao PCF pela inclusão de imóveis adicionais, com base nas informações disponíveis até o momento, a Braskem não espera alteração nos custos agregados de R$ 3,3 bilhões.

Entretanto, a empresa informa que “continua em diálogos com as autoridades” competentes sobre o caso.

“A companhia não pode descartar futuros desdobramentos relacionados ao tema ou a seus gastos associados”, diz em comunicado.

Além disso, diz, “os custos a serem incorridos pela Braskem poderão ser diferentes de suas estimativas”.