Braskem (BRKM5): estimativas de gastos com solo em AL sobem R$ 3,3 bi

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Braskem

A Braskem (BRKM5) estimou em aproximadamente R$ 3,3 bilhões o valor para a implantação das medidas de reparação referentes ao evento geológico em Alagoas, na qual foi considerada responsável.

Em 2018, começaram a surgir rachaduras em imóveis nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió, Alagoas.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que a atividade de mineração na região teria provocado as rachaduras.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Na região a petroquímica operava uma mineração de sal-gema, um tipo de cloreto de sódio utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC.

Em 3 de janeiro, a empresa acertou um acordo com autoridades locais para implantar o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação.

No meio do ano, adicionou 1.918 imóveis, com recomendação de desocupação nos bairros atingidos.

Atualização da Braskem

A empresa solicitou estudos técnicos independentes, que foram concluídos nesta segunda-feira (14).

“Com base nos potenciais impactos de curto prazo apontados pelos estudos, a estimativa preliminar da companhia é de que cerca de 800 imóveis adicionais deverão ser preventivamente incluídos no Programa”, informou a Braskem, em nota.

Para isso, a empresa iniciará novas tratativas para a celebração de um possível aditivo ao acordo de janeiro.

A estimativa da Braskem é que isso poderá implicar em gastos adicionais de aproximadamente R$ 300 milhões.

Adicionalmente, os estudos trazem “uma análise de cenários de áreas com potenciais impactos futuros na superfície no longo prazo”.

Os estudos ainda serão submetidos às autoridades competentes para definição de possíveis ações a serem adotadas em comum acordo, diz a nota.

R$ 3,3 bilhões

Para a implementação das potenciais novas medidas, a Braskem estima aproximadamente o valor de R$ 3,3 bilhões.

“Este montante inclui o valor em relação aos potenciais impactos de curto prazo e é adicional aos valores anteriormente provisionados pela companhia”, lembra.

Em julho, a companhia previu gastos de aproximadamente R$ 1,6 bilhão relacionados esse acordo.

Um montante de R$ 850 milhões se referia a potenciais medidas de apoio aos moradores das novas áreas.

Adicionalmente, outros R$ 750 milhões se destinarão a gastos adicionais previstos com medidas para encerramento definitivo das atividades de extração de sal em Maceió, gestão da operação, realocação de imóveis incluídos via perícia técnica, dentre outros.