Braskem (BRKM5) estima acréscimo de R$ 3 bi em custos com poços de Macéio

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Braskem

A Braskem (BRKM5) informou que estima aproximadamente o valor adicional de R$ 3 bilhões em custos e despesas com poços de Macéio, conforme fato relevante publicado nesta quinta-feira (26).

A Braskem vem implementando ações de preenchimento de 4 poços de sal com material sólido, processo que deve durar 3 anos, e de fechamento convencional e monitoramento dos seus demais poços de sal.

De acordo com a companhia, estas ações foram definidas com base em recomendações de especialistas renomados nacional e internacionalmente, e vêm sendo compartilhadas com a Agência Nacional de Mineração (ANM).

“Os custos e despesas referidos, se confirmados, serão incorridos no longo prazo em razão da complexidade dos aspectos técnicos”, diz o comunicado.

Conforme a Braskem, o valor total a ser incorrido pode ser diferente da estimativa preliminar com base em vários fatores incluindo, mas não se limitando, ao resultado das ações de monitoramento e preenchimento dos poços, potenciais determinações da ANM no futuro, dificuldades técnicas não esperadas ou custos ou fatores não previstos.

Por fim, a petroquímica informou que a ANM poderá reavaliar as medidas estabelecidas no ofício, inclusive dispensar o preenchimento de poços remanescentes em caso de estabilização do solo.

Acordo

Em 2018, começaram a surgir rachaduras em imóveis nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió, Alagoas.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) concluiu que a atividade de mineração na região teria provocado as rachaduras.

Na região a petroquímica operava uma mineração de sal-gema, um tipo de cloreto de sódio utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC.

Em fevereiro de 2020, a Braskem assinou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no valor de R$ 40 milhões. O documento encerra ação civil no MPT.

Conforme o documento, o montante corresponde à implementação do Programa para Recuperação de Negócios e Promoção de Atividades Educacionais dos moradores e trabalhadores nos bairros de Mutange, Bom Parto, Pinheiro e Bebedouro, todos em Maceió (AL).

O programa incluirá a construção de creches e escolas e realização de cursos de capacitação profissional, além de  apoio à Defesa Civil na contratação de pessoal qualificado para a continuidade do processo de monitoramento das áreas de risco dos bairros mencionados.

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